Menu

Fale Conosco Expediente Buscar

Corumbá, MS
15 de Dezembro de 2017
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
 

Blitz "Agosto Lilás" leva informação sobre como prevenir violência contra mulher

Lívia Gaertner em 09 de Agosto de 2017

Principal via da área do comércio central de Corumbá, a rua Frei Mariano recebeu uma blitz educativa sobre os 11 anos da Lei Maria da Penha e as formas de violência contra a mulher que ainda precisam ser combatidas de forma intensa na sociedade a julgar pelo mais recente caso registrado na madrugada desta quarta-feira (09), no bairro Guanabara, parte alta da cidade, onde uma mulher de 21 anos de  idade, sofreu 44 lesões causadas por golpes de faca desferidos pelo marido. Até a manhã desta quarta, ela estava na sala de estabilização do pronto-socorro sob observação.

“A informação é que muda uma situação, assim a gente informa e previne. Temos que acordar a sociedade inteira de Corumbá, vestir essa camisa, abraçar essa causa. Isso não é uma ação de Governo, é da sociedade como um todo. Isso é papel de todo cidadão, todo ser humano de bem, denuncie, ajude, informe o Poder Público porque estamos para trabalhar e diminuir esses índices”, disse ao Diário Corumbaense, a coordenadora de Articulação de Políticas Públicas para as Mulheres, Wânia Alecrim.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Policiais Militares informaram cidadãos sobre Lei que ampara mulheres vítimas de violência

Além de representantes de órgãos que integram a Rede Municipal de Proteção e Enfrentamento à Violência contra a Mulher, a blitz contou com o apoio da Polícia Militar cujas policiais femininas circularam pela rua orientando a população sobre as  formas de prevenção à violência contra a mulher.

“Precisamos de uma mudança cultural; é uma mudança de pensamento que vem desde quando esse menino está crescendo, está sendo educado e todos nós estamos engajados. Hoje, atendemos muita violência doméstica, mas acredito que bem em breve vamos poder ter dados diferentes”, disse a cabo do 6º Batalhão da  Polícia Militar, Gleice Kelly Amaral que explicou que a própria postura dentro da força policial, hoje, é diferente ao tratar-se de atendimentos de crimes desta natureza.

“Além da personalidade de caráter que cada policial possui, somos treinados para esse tipo de atendimento. Hoje, ele é bem humanizado, estamos bem à frente nessa forma de atender todas as vítimas, estamos juntos, abraçando, segurando a mão. Não é o momento de acusar, de perguntar, é de apoiar e fazer tudo conforme manda a lei”, explicou.

Nas ruas, a população aprova a aplicabilidade da lei e reconhece que ela é necessária e bem estruturada, porém lembra que para sua eficácia é preciso um elemento primordial. “As mulheres estão sendo violentadas não apenas fisicamente, mas psicologicamente e não denunciam porque ficam constrangidas e com medo de denunciar. É necessário levar adiante para que a lei funcione. Não adianta denunciar e não ir adiante”, avaliou Roselene Ribeira.

A mesma opinião tem Maria do Carmo Mercado que entende que a responsabilidade por frear os casos envolve não apenas o público feminino, mas qualquer pessoa que testemunhe um caso de violência. “A própria mulher vai e retira a queixa e isso não pode, não pode aliviar para um agressor que, muitas vezes, só entende quando a lei passa a atuar. A gente nunca sabe o que se passa na casa, mas quem presenciar a violência que denuncie mesmo, mesmo que seja anonimamente. Porque a  violência se não freada, ela vai aumentando e pode resultar no pior”, afirmou.

Para denúncias, há os telefones 180 e 190 (PM). Para buscar mais informações sobre a Rede Municipal de Proteção e Enfrentamento à Violência contra a Mulher e seus serviços, o telefone é (67) 3907-5437 ou ainda o celular da gerente de Políticas Públicas para as Mulheres, Wânia Alecrim, (67) 99931-3083. 

Conheça as diferentes  formas de  violência contra mulher prevista na Lei Maria da Penha:

Reprodução

Ações e Compartilhamento
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE