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23 de Julho de 2017
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André Puccinelli, o filho, empresário e ex-secretário prestam depoimento na Polícia Federal

Campo Grande News em 11 de Maio de 2017

André Bittar/Campo Grande News

iatura da PF em frente ao edifício Monet

O ex-governador André Puccinelli (PMDB) está prestando depoimento na PF (Polícia Federal), para onde foi encaminhado junto com o filho André Pucinelli Junior; o dono da gráfica alvorada, Mirched Jafar Júnior e sua esposa Rosana e o ex-secretário adjunto de fazenda André Cance. A operação desencadeada nesta quinta-feira (11) é a quarta fase da operação Lama Asfáltica.

A ação visa cumprir três mandados de prisão, nove de condução coercitiva, 32 de busca e apreensão, além do sequestro de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas que estão sendo investigadas. Segundo a polícia, as ordens judiciais estão sendo cumpridas em Campo Grande, Nioaque, Porto Murtinho, Três Lagoas, além de São Paulo e Curitiba, com a participação de aproximadamente 270 Policiais Federais, servidores da CGU e da Receita Federal.

O ex-governador já está prestando depoimento. Não há informações se ele foi um dos presos ou se está no órgão apenas para esclarecimentos. Agentes estiveram pela manhã na casa do ex-governador, na empresa HBR Medical, na H2L Soluções para documentos e três viaturas estão em frente ao edifício Monet desde às 06h. 

Na sede da PF, é grande a movimentação de agentes com malotes de materiais apreendidos para a investigação. Pucinelli já havia sido alvo da terceira fase da operação há um ano, em 10 de maio de 2016. Na ocasião, a Polícia Federal apreendeu documentos na casa dele, que foi espontaneamente à sede da corporação e disse que desistiria da política porque os agentes públicos ficam com “pecha” de ladrão.

Em seguida, no mês julho, teve R$ 43,1 milhões em bens bloqueados pela Justiça Federal. Neste ano, Puccinelli passou a contar com mais agendas públicas, num reensaio para voltar à disputa eleitoral em 2018. No mês passado, foi citado em um novo escândalo, dessa vez foi acusado pela Odebrecht de cobrar propina de R$ 2,7 milhões da empresa.

 

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