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Corumbá, MS
20 de Julho de 2017
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Centro de Equoterapia completa 10 anos oferecendo mais qualidade de vida aos praticantes

Caline Galvão em 20 de Abril de 2017

Fotos: Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Equoterapia é alternativa de atendimento a pessoas que precisam de estímulo para se desenvolverem

Nesta quinta-feira (20), o Centro de Equoterapia Odilza Miranda de Barros completa 10 anos de existência em Corumbá. Fundado em 2007, pelo local já passaram centenas de pessoas que buscaram na terapia com cavalos melhora no desenvolvimento psicomotor. Atualmente, o Centro disponibiliza seis animais para atender cerca de 50 praticantes da equoterapia. Conta com 12 funcionários, sendo duas psicólogas, dois fisioterapeutas, uma secretária, dois diretores (um deles o profissional de equitação), além de assistente social e quatro guias. Também tem inúmeros colaboradores que vão desde voluntários a empresas de diversos ramos.

O presidente e diretor-administrativo do local, Evânancy Soares de Alcântara, explicou que o Centro de Equoterapia é sustentado pelo Estado através da Secretaria de Segurança Pública que fornece a ração dos cavalos, realiza o pagamento das contas de água, luz, internet e telefone e ainda cede o espaço. Além disso, há convênio com a Prefeitura de Corumbá e parceria com a mineradora Vale. Ele contou que o trabalho de equoterapia na cidade começou com uma subcomandante do 6º Batalhão da Polícia Militar. Ela trouxe a terapia de Campo Grande. “Resolvemos montar uma associação e acertamos que faríamos parceria com o Estado e o Município”, lembrou Alcântara.

As sessões acontecem das 07h às 11h e das 13h às 17h, de segunda a sexta-feira, e duram 30 minutos. Cada praticante participa uma vez por semana. A idade mínima para começar a frequentar as aulas é de 03 anos, não tendo idade limite. Pessoas que sofreram traumas, como o AVC (Acidente Vascular Cerebral), também participam das sessões.

Centro completou dez anos e já atendeu aproximadamente 600 pessoas

O diretor-financeiro do Centro, Milton de Souza Carvalho, explicou ao Diário Corumbaense que a parceria existente entre o órgão e o Município é através do Fundo Municipal de Desenvolvimento Social (FMIS). “A gente efetua projeto para o ano todo para pagamento de pessoal, fazemos a estimativa, debitamos todos os impostos e encaminhamos para o FMIS, aí eles fazem os procedimentos, a aprovação e essa verba vem para a equoterapia para a gente efetuar os pagamentos. No final do convênio, a prestamos contas e todo ano é renovado. Temos também recursos do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente. A gente também faz projeto e encaminha para adquirir materiais como equipamentos ou para consumo. Temos parceria também com a Secretaria Municipal de Assistência Social porque dentro da equoterapia trabalhamos com os pais, fazemos atendimento e esse projeto é cofinanciado através dessa secretaria. O processo também é anual”, explicou Carvalho.

Há cerca de dois meses, Caio Magno, de 05 anos, passou a frequentar o Centro. A mãe dele, Juliana Paula Reis, explicou que o menino tem Síndrome de Down e ela já percebeu melhora no seu desenvolvimento psicomotor. “Coloquei ele para estimulação e desenvolvimento da sua coordenação motora. O pessoal do Pesdpan [Instituto de Pessoas com Síndrome de Down do Pantanal] indicou. Ele já mudou por causa do contato com o animal, só fala do dia em que vai ver o cavalo, já até me pediu um e agora só quer ir para o sítio”, disse Juliana que espera que seu filho se desenvolva cada vez mais e se torne independente.     

Atualmente, frequentam a equoterapia 50 pessoas e são disponibilizados seis cavalos para as sessões

        

A psicóloga Lililaine Lima Lemos afirmou que a equoterapia é importante para o desenvolvimento cognitivo e autoestima das crianças. Ela explicou que os objetos que estão no espaço para equitação servem como estímulo para os praticantes, onde eles desenvolvem sua locomoção, aprendem noções de distância, cores, alfabeto e aprendem a diferenciar texturas, por exemplo. “Sem contar no lado psicológico, pois desenvolve a autoestima da criança porque ela está em cima do cavalo, se sentindo capaz, e algumas delas realmente aprendem equitação, como é o caso de um autista que frequenta aqui e consegue guiar o cavalo sozinho. Fora isso, há algumas que conseguem andar por causa do movimento tridimensional do cavalo, melhora a postura, o tônus da criança, elas aprendem a caminhar”, disse Lililaine a este Diário.

Auxiliado por um guia e pela psicóloga, o pequeno José, de 03 anos e 08 meses de vida, estava montado a cavalo e bem disciplinado. Depois que passou a praticar equoterapia, ficou bem mais calmo nas aulas e em casa, conforme sua mãe, Rosa Irene Dorado. Há um ano, todas as quartas à tarde, José participa das sessões. O menino, que tem deficiência auditiva e heterocromia nos olhos, está mais tranquilo. “Um amigo que tinha o filho com problema de locomoção me indicou o Centro de Equoterapia, principalmente porque o José gosta muito de animais. O pediatra disse que não tinha problema e, no princípio, ele era muito agitado porque a gente descobriu muito tarde a deficiência auditiva dele. Ele não tinha disciplina, agora aguarda a professora, obedece e compreende os horários, sabe que tem hora para tudo. Em casa ele ficou mais tranquilo, mais obediente”, relatou Rosa Irene.

A sede do Centro de Equoterapia fica na rua Gonçalves Dias, nº 2100, bairro Aeroporto. O telefone de contato é o (67) 3907-5465.

Pequeno Caio, de 05 anos, frequenta o Centro desde o início do ano e sua mãe já percebe melhora em seu desenvolvimento

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