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Corumbá, MS
26 de Setembro de 2017
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SPC Brasil: dois em cada dez inadimplentes foram negativados por emprestarem o nome

Caline Galvão em 15 de Abril de 2017

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

A dívida, perante a justiça, pertence a quem emprestou e não a quem realizou a compra de produtos ou serviços

Das pessoas negativadas entrevistadas pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 17% afirmaram que entraram nessa estatística depois de emprestarem seus nomes a terceiros, principalmente a amigos (31%) e irmãos (22%).

Mais da metade dos entrevistados (51%) afirmou que o principal motivo para emprestar seus dados, cartão ou cheque foi o de ajudar. A pesquisa mostra que 49% deles sabiam o valor que seria gasto em seu nome por terceiros e outros 18% tinham acordado um valor, porém a pessoa ajudada utilizou mais do que o acordado inicialmente. Já 32% não tinham conhecimento do valor utilizado. Em 41% dos casos, a dívida foi paga exclusivamente pela pessoa que emprestou o nome e em apenas 3% as pessoas que usaram o nome pagaram integralmente a dívida deixada por terceiros.

Considerando os inadimplentes que emprestaram o nome e pagaram ao menos parte da dívida (47%), 56% deles tiveram que fazer algo para conseguir limpar o nome, principalmente economizar e cortar alguns gastos (36%) e usar parte da reserva financeira (11%), sendo que a média da dívida corresponde a R$ 1.215. A pesquisa ainda mostra que 43% dos entrevistados que emprestaram o nome e fizeram ao menos parte do pagamento não cobraram o devedor.

Quem pega emprestado e não paga alega falta de dinheiro

De acordo com o levantamento, a principal justificativa de quem não devolveu a quantia que pegou emprestado é a falta de dinheiro (33%) - já em 19% dos casos a pessoa desapareceu e não tem como ser cobrada. A relação pessoal ficou abalada em pelo menos 69% desses casos.

Apesar dos transtornos gerados pela atitude de emprestar o nome para terceiros, 24% dos entrevistados que fizeram isto voltaram a emprestar o nome a outras pessoas, principalmente para evitar mágoas (11%).

Para refletir antes de emprestar o nome

- O inadimplente não pode financiar veículo ou imóvel, fazer um empréstimo, adquirir cartão de crédito e contratar serviços como plano de TV por assinatura ou celular pós-pago;

- Não há garantias legais para quem empresta o nome. A dívida, perante a justiça, pertence a quem emprestou e não a quem realizou a compra de produtos ou serviços;

- A inadimplência pode causar danos emocionais e prejuízos à saúde física, incluindo estresse, alterações no sono e no apetite, dentro outras consequências;

- O inadimplente pode ser acionado judicialmente, o que resultará em custos processuais, além da dívida propriamente dita;

- O país atravessa a mais grave recessão de sua história recente, com alto índice de desemprego e endividamento das famílias. Pessoas atualmente atravessam dificuldade financeira para se recuperar. Isso significa que este é um momento especialmente desfavorável para emprestar o nome. 

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