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Corumbá, MS
20 de Novembro de 2017
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Morando em Corumbá, oncologistas agora dão suporte a toda a Santa Casa

Da Redação em 20 de Março de 2017

Desde o dia 1º de março, a Unidade de Alta Complexidade em Oncologia de Corumbá (Unacon) atende com dois novos médicos. Os profissionais, que agora residem na cidade, também oferecem suporte à Santa Casa, além de realizar o atendimento ambulatorial e cirúrgico no Centro de Oncologia. Na prática, isso representa mais conforto e dignidade aos pacientes que lutam contra o câncer.

Renê Márcio Carneiro/PMC

Oncologistas realizam atendimento diário na Unacon

“Antigamente as internações ficavam a cargo de clínico ou de um cirurgião geral. Agora somos nós que acompanhamos todos os casos, sem intermediários. Além de ter obrigação de atender o ambulatório, de sermos responsáveis técnicos pela Oncologia, a gente também vê os pacientes internados e fazemos as avalições de pacientes no Pronto-Socorro, quando necessário”, afirmou o oncologista clínico Antônio Godoy.

A Unacon atualmente dispõe de uma equipe multiprofissional formada por uma enfermeira, uma técnica de enfermagem – a contratação de mais uma técnica está em andamento – nutricionista, psicólogo, assistente social e duas funcionárias administrativas. O oncologista cirúrgico é Willer Fontanelli da Silveira. Além disso, um urologista faz parte da equipe e é cedido pela Prefeitura de Corumbá.

Os dois oncologistas já haviam morado em Corumbá e aceitaram o convite do prefeito Ruiter Cunha de Oliveira por afinidade à cidade.  “Depois de formado passei dois meses aqui como plantonista, depois servi em Nioaque e durante a graduação, em 2011, também fiz estágio aqui”, contou Fontanelli. Já Godoy serviu no 6º Distrito Naval por um ano.

Estrutura

Em todo o Mato Grosso do Sul, apenas quatro cidades contam com oncologistas residentes no município: Corumbá, Campo Grande, Três Lagoas e Dourados. Antônio Godoy destacou a boa estrutura encontrada em Corumbá. “Do ponto de vista clínico não tenho do que reclamar, ela é bem adequada, o serviço estava andando. Existem vários problemas dentro do Denasus (Departamento de Auditoria do Sistema Único de Saúde) que já estão sendo resolvidos. Para trabalhar no dia a dia a condição é adequada sim”, pontuou.

“Enfrentamos problemas dentro da parte clínica que são inerentes ao SUS, como poucas vagas para internação, bombas de infusão, mas são problemas menores perante a estrutura macro, que não é perfeita, mas é adequada ao trabalho sim. Existe muita coisa para melhorar e vamos trabalhar para isso", completou.

“Já na parte cirúrgica, as dificuldades são as mesmas que existem em todo o País. O principal problema é em relação ao diagnóstico do câncer, pois necessitamos de biópsias guiadas por ultrassom e tomografia, e a gente não dispõe deste especialista, mas já estamos viabilizando a contratação”, afirmou o oncologista cirurgião Willer Fontanelli.

A Unidade de Alta Complexidade em Oncologia de Corumbá atende pacientes maiores de 14 anos com biópsia confirmatória e pacientes sem biópsia, mas tem alta probabilidade de ter câncer. Os pacientes chegam ao Centro de Oncologia via Central de Regulação. “O volume de atendimento é grande. Temos em média 40 ou 50 pacientes em quimioterapia, uns 80 a 100 pacientes em hormonioterapia. Um número que dá para aumentar e vai aumentar. O serviço já estava andando, mas o que notamos é um grande número de casos novos”, descreveu Willer.

Diariamente, são atendidos cerca de 20 pacientes e há uma parceria com a Rede Feminina de Combate ao Câncer. “A equipe apresenta a demanda e se dispõe a ajudar, principalmente ao acompanhar os pacientes na enfermaria. Essa ajuda foi uma grata surpresa e socialmente foi muito agradável pra gente”, concluiu o oncologista. As informações são da assessoria de comunicação da PMC

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