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Corumbá, MS
24 de Abril de 2017
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Fundação trabalha educação ambiental para conscientização sobre coleta seletiva

Caline Galvão em 20 de Março de 2017

Fotos: Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Parte da população ainda não entendeu a utilização do PEV e joga entulho e lixo orgânico no contêiner

Pontos de Entrega Voluntária (PEV) permanecem com problemas e a Fundação de Meio Ambiente do Pantanal vai iniciar trabalho de educação ambiental por setor. As casas serão visitadas e o trabalho será feito nas redondezas de cada PEV, a fim de conscientizar os moradores sobre como os contêineres devem ser utilizados e o porquê da importância da coleta seletiva. Em Corumbá, há 303 contêineres, contudo, 23 foram recolhidos e estão no pátio da Prefeitura por causa de vandalismo.

Relatório de técnicos foi solicitado pela diretora-presidente da Fundação de Meio Ambiente do Pantanal, a bióloga Ana Cláudia Moreira Boabaid, sobre como está a situação de cada PEV da cidade. “Através desse levantamento, vamos fazer trabalho de educação ambiental porque a população deve levar seu lixo seco até esse PEV. O problema é que não houve esse trabalho de conscientização, tem muita gente que não sabe nem para que serve esse PEV, então, eles colocam o lixo doméstico junto, fora isso, o vandalismo que tivemos foi demais”, afirmou Ana Cláudia.

A conscientização será feita por bairro, por setor e por PEV, conforme a bióloga. Os moradores que não quiserem o contêiner na calçada da sua casa terão a vontade respeitada, mas receberão também trabalho de educação ambiental. Através da coleta seletiva, os moradores estão ajudando duas associações que têm dezenas de famílias sendo sustentadas pelo material reciclável. “O que a gente precisa é apenas que o morador saiba o dia e horário corretos para colocar o lixo no PEV. Pode ser em um saquinho plástico, mas o importante é separar seu papelão, sua lata, seu plástico, e colocar no horário certo”, disse a diretora da Fundação de Meio Ambiente ao Diário Corumbaense.

A coleta seletiva está acontecendo normalmente e os munícipes já estão recebendo orientação quanto aos dias da coleta em seus bairros. “Nesta segunda-feira vamos começar nos bairros, porta a porta, para que a população tenha consciência de que o município está fazendo, mas ela também tem que ajudar, para não causar o que está acontecendo desse lixo, de ficar esse transtorno. Estamos vendo também se vale a pena fazer o relocamento desses PEVs e onde poderemos colocá-los”, informou Ana Cláudia. Os PEVs que apresentaram problemas como acúmulo de água serão restaurados. Um engenheiro da Seinfra já foi solicitado para tentar resolver a questão.

Ana Cláudia Boabaid, diretora-presidente da Fundação de Meio Ambiente do Pantanal

“Se a administração pública perceber que os PEVs não estão trazendo o retorno adequado que é para se fazer, vai ser feito relatório para ser recolhido, mas só vamos fazer isso depois do nosso trabalho de educação ambiental e consciência”, frisou Ana Cláudia Boabaid.

Moradores acreditam na importância dos PEVs, mas relatam problemas

Dona Mercês Sharupa é dona de uma sorveteria localizada na rua Tenente Melquíades, no Popular Velha. Ao lado do comércio existe um PEV que está rodeado por mato e de vez em quando algumas surpresas aparecem. “O PEV seria muito bom se as pessoas tivessem consciência de qual é a utilidade dele, mas os moradores colocam muitas coisas que não deveriam. Por exemplo, nessa semana, meu marido desceu para comprar pão e quando passou na frente, ele viu uma sacola cheia de gatos e tinha uns mortos e outros vivos, a sacola estava dentro do PEV. Ele abriu a sacola e tirou os que estavam vivos. Para nós, aqui da sorveteria, o PEV seria uma coisa bastante útil, dava para colocar plástico, papelão, papéis, mas como o pessoal não tem consciência, para a gente seria melhor que tirassem daqui porque vem cachorro, rato, gente, tudo, por causa desse PEV”, disse dona Mercês.

Alex Silva, de 21 anos, passa com frequência pela Duque de Caxias, atrás da Escola Estadual Octacílio Faustino. Naquele local, existe também um Ponto de Entrega Voluntária que está sendo mal utilizado. “O PEV é bom, mas a população não respeita. Eles jogam lixo orgânico, animais mortos, eles destroem, queimam, não cuidam. A situação está bem crítica para a cidade porque suja toda a rua, aqui na frente da escola fica tudo sujo”, disse Alex a este Diário.

Há dois anos, Karolina da Silva Moraes trabalha em uma loja na Duque de Caxias e  nesse período tem convivido com um PEV exatamente do outro lado da rua. “Eu sei que o PEV serve para depositar lixo como entulho, garrafa pet, latinha”, disse Karol que quase acertou para que serve um PEV. Entulhos não devem ser jogados dentro do contêiner. “Eu acho que deveria ser diferente, deveria ter espaço para cada tipo de lixo, plástico, papel, para separar cada coisa, do jeito que está é perigoso até se proliferar doenças como a dengue”, acredita.

Os Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) foram instalados em Corumbá de 2014 a 2015, atendendo à Política Nacional dos Resíduos Sólidos, estabelecida pela Lei Federal 12.305/2010. Dentre as principais medidas preconizadas pela lei está a exigência da substituição dos lixões pelos aterros sanitários em todos os municípios brasileiros. No plano nacional há o incentivo para as cidades promoverem a coleta seletiva, a fim de que os produtos que possam ser reciclados não sejam direcionados ao aterro. Em Corumbá, a coleta seletiva começou a ser feita antes da existência do aterro para iniciar a conscientização da população sobre a importância desse processo e já beneficiar famílias que sobrevivem do lixo reciclável.

Ana Cláudia Moreira Boabaid, diretora-presidente da Fundação de Meio Ambiente do Pantanal, afirmou que Corumbá tem prazo até 2018 para construção do aterro sanitário, para onde será destinado apenas o lixo orgânico. “Nós já estamos com nossa licença prévia e já foi para licitação o projeto executivo e os andamentos legais para que a gente possa, em 2018, já estar com essa área, ainda não adequada, mas já com a licença de instalação”, finalizou Ana Cláudia.              

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