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Jovem ganha concurso de redação sobre o mundo em que gostaria de crescer

Agência Brasil em 16 de Março de 2017

Morador da cidade de Presidente Médici, no interior de Rondônia, distante 400 quilômetros da capital Porto Velho, Leonardo Silva Brito, de 17 anos, estudou a vida toda na escola estadual Carlos Drummond de Andrade, onde conheceu o Concurso Internacional de Redação de Cartas, do qual foi vencedor da etapa nacional em 2015 e ficou no terceiro lugar geral da competição.

“O concurso me moveu, me direcionou e me levou a conhecer coisas que eu não conseguiria ter contato fora de sala de aula. Foi muito bom pra mim, para a minha escola, para os alunos, ter contato com esse tipo de material relacionado tanto à história, política e geografia”, contou o rapaz à Agência Brasil. Na época em que participou, os estudantes deveriam tratar na redação sobre o mundo em que gostariam de crescer.

A 46ª edição do concurso feito no Brasil pelos Correios e coordenado em todo o mundo pela União Postal Universal,  está com inscrições abertas até amanhã (17). Escolas da rede pública e privada podem participar com, no máximo, duas redações por instituição, que devem ser escritas à mão e produzidas por alunos de até 15 anos. O tema deste ano é “imagine que você é assessor do secretário-geral da ONU – qual o problema mundial que você o ajudaria a resolver em primeiro lugar e de que forma você o aconselharia para isso?”

No ano em que foi vencedor, Leonardo estava no segundo ano do ensino médio. No entanto, desde o sexto ano do ensino fundamental, ele participava da competição. “Algumas [vezes] eu fui classificado, outras não. Eu sempre participava porque eu gostava muito dos temas que eram propostos pelo concurso. Eu esperava realmente desenvolver esse meu interesse por leitura e por escrita principalmente.”

“Eu falei na redação justamente que o mundo que eu gostaria de crescer não é um mundo só meu, porque ele já foi imaginado por muitas pessoas antes de mim e vai continuar sendo desenvolvido depois que eu me for. Eu citei bastantes pensadores que contribuíram para a formação de um mundo melhor. E eu acredito que é assim que será construído um mundo coletivo, onde cada um contribui com o que pode e da forma que pode”, disse Leonardo.

Citando figuras como Malala, Chico Mendes e Madre Teresa de Calcutá, o jovem apresentou seu mundo ideal. “Esse mundo onde eu gostaria de crescer é a interseção de todos esses sonhos dessas pessoas que acreditavam em um mundo melhor e fizeram acontecer. Eu coloquei [na redação] que seria um mundo coletivo onde cada um doasse parte do seu tempo para a construção realmente dessa utopia”. 

Para Leonardo, ter coragem para botar em prática os sonhos e ajudar na construção desse mundo pode “transformar os próximos dias, anos, séculos aqui na Terra para as próximas gerações”.

Coletivo

O jovem lembra a todo momento, em entrevista à Agência Brasil, que sua participação no concurso foi resultado de uma ação coletiva. “Quando foi lançada essa proposta [do concurso] para o nosso diretor, eles [coordenadores e professores] acolheram e levaram os alunos a fazerem oficinas de produção textual, então foi um trabalho em conjunto, na verdade”. Ele acrescentou que foi muito bom todos os alunos terem contato com o tema do concurso, relacionado tanto à história, política e geografia.

O jovem contou sobre o reconhecimento que teve dos pais, que o acompanharam durante a premiação em Brasília. “Eles ficaram primeiramente muito felizes porque é uma conquista muito grande. Se você pensar que eu estudo em escola pública estadual desde sempre, você representar o Brasil numa competição de cunho internacional é uma coisa muito bacana para qualquer um, e mais ainda para uma pessoa que sai de uma cidade tão pequena do interior do estado de Rondônia, de uma escola pública. Foi muito engrandecedor”, contou.

Nos concursos seguintes, o rapaz destacou que o interesse dos alunos de sua escola cresceu. Seu irmão, de 13 anos, também começou a participar após sua vitória na competição. “Meus pais ficaram muito felizes em saber que eu dei, de certa forma, esperança para algumas pessoas que também gostariam de participar e que tem o sonho de um dia representar o Brasil em um concurso internacional”.

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