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24 de Junho de 2017
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Estado corre risco de quebrar, diz Reinaldo sobre crise do gás em MS

Campo Grande News em 09 de Março de 2017

Richelieu de Carlo

Governador do Estado, Reinaldo Azambuja

Com Mato Grosso do Sul estimando perder R$ 700 milhões de arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do gás natural, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) voltou a dizer que o Estado corre o “risco iminente” de quebrar e que irá até as últimas consequências para evitar. Nesta sexta-feira (10), o chefe do Executivo Estadual vai a São Paulo (SP) para uma reunião com o presidente da estatal, Pedro Parente.

“O risco (de quebrar) é iminente se a Petrobras não mudar a política sobre o gás”, afirmou o governador nesta quinta-feira (09), durante evento sobre assistência social. Para Reinaldo, a Petrobras precisa rever a política adotada desde o começo do ano de não bombear gás boliviano, o que prejudicou a arrecadação de MS. “Vamos até as últimas consequências para mostrar a eles”.

Com “farta” documentação, Reinaldo vai a São Paulo (SP), junto com os presidentes da Assembleia, Junior Mochi (PMDB), e da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), Pedro Caravina, tentar mostrar a situação de Mato Grosso do Sul. “Mostrar que eles estão ajudando as já combalidas finanças estaduais a trazer mais problemas”. Ainda segundo Reinaldo, a projeção de perdas é chega próximo dos R$ 700 milhões. “E você não constrói uma receita desta de um dia para noite”.

O Estado passou de uma realidade de arrecadação com a importação do gás natural de 18,18% do total de ICMS, em 2014, para 5,67% em 2017, o que deu início à crise no setor. Em 2015, esse percentual caiu para 16,60% e e 11,51% em 2016.

Bancada

Conforme o coordenador da bancada federal de MS, senador Waldemir Moka (PMDB), que participará da reunião, há preocupação "muito grande" em relação à queda da arrecadação do ICMS do gás.

A intenção é mostrar o prejuízo do Estado e a expectativa é sair com um "resultado favorável", já que, segundo o parlamentar, a estatal já paga cerca de R$ 14 milhões por metro cúbico do gás boliviano. "Não faz sentido paga e não bombear. Além disso, o gás do pré-sal sai mais caro. É prejudicial para MS e população não só do Estado".

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