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Corumbá, MS
25 de Julho de 2017
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Diretor da Agepen defende operação do Gaeco e diz que há denúncias desde 2015

Caline Galvão em 24 de Janeiro de 2017

O diretor-presidente da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Ailton Stropa Garcia, afirmou ao Diário Corumbaense que o órgão vê como importante a operação realizada na segunda-feira (23) pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) em Corumbá. Segundo ele, a Agepen tem o mesmo interesse dos investigadores de haver transparência nas ações realizadas pela instituição. O Gaeco esteve na cidade para cumprir doze mandados de busca e apreensão, nove mandados de prisão temporária e um mandado de condução coercitiva. Os crimes investigados são tráfico de drogas, associação para o tráfico, corrupção, peculato e falsidade documental no âmbito das unidades prisionais dos regimes fechado e semiaberto da cidade.

Ricardo Albertoni/Diário Corumbaense

Ainda não há nomes definidos dos novos diretores que vão atuar de maneira interina nos presídios masculinos de Corumbá

Dentre os detidos, os diretores das penitenciárias masculinas de regime fechado e semiaberto, Ricardo Wagner Lima do Nascimento e Doglas Novaes Vilas respectivamente, foram presos temporariamente. Eles são acusados de manter relação promíscua com alguns presos, membros do PCC (Primeiro Comando da Capital), favorecendo entrada de drogas, armas e objetos ilícitos como, por exemplo, celulares e carregadores, nas unidades penitenciárias. Com isso, eles teriam recebido altos valores de facções.

Os nomes dos novos diretores que vão atuar interinamente nas duas penitenciárias ainda não foram definidos, de acordo com Ailton Stropa. A Agepen determinou que sua Procuradoria Jurídica e Corregedoria Geral acompanhem de perto os fatos e os desdobramentos do caso, instaurando processo administrativo para apurar as condutas denunciadas e responsabilidades.

“A gente não pode fazer juízo precipitado do que ocorreu. É claro que para que os diretores dos presídios fossem presos, eles (promotores e policiais) devem ter fortes evidências. Mas devemos lembrar que nunca houve nada que desabonasse o Doglas Novaes. O Ricardo, da mesma forma, tem ficha limpa como servidor. Há que se dar a eles o direito de se defenderem, de dizerem a sua versão. Novas provas vão ser colhidas e vai se fazer um juízo definitivo pela Justiça para saber se definitivamente eles têm a culpa que estão colocando em cima deles”, afirmou Ailton Stropa a este Diário.

O diretor da Agepen disse também que não se pode generalizar e dizer que todo servidor da Agepen é corrupto. “Nós temos, na grande maioria, no nosso quadro, pessoas de altíssima honestidade, muito dedicadas, de valor, que vestem a camisa da instituição e, consequentemente, não podemos estender a todos os demais servidores com curso superior a pecha de corruptos”, frisou Stropa. No entanto, ele disse que a instituição está vendo com “muita responsabilidade” este momento e vai apurar tudo.

Stropa afirmou que em setembro de 2015 a inteligência da Agepen já havia repassado informações à inteligência do Gaeco e foram instauradas sindicâncias que estão sob responsabilidade da Procuradoria Jurídica de Corumbá. “Há sindicâncias em andamento, não na intensidade que se descobriu agora, mas por força de algumas denúncias. Tudo isso vai ser apurado e resolvido no momento oportuno”, concluiu o diretor da Agepen.

 

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