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28 de Junho de 2017
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Os 8 bilionários que têm juntos mais dinheiro que a metade mais pobre do mundo

BBC Brasil/Terra Notícias em 16 de Janeiro de 2017

Os oito homens mais ricos do mundo possuem tanta riqueza quanto as 3,6 bilhões de pessoas que compõem a metade mais pobre do planeta, segundo a ONG britânica Oxfam. A organização de assistência social afirmou que a comparação, questionada por críticos, é resultado de uma coleta mais precisa de dados, e que o fosso entre ricos e pobres se revelou "bem maior do que temia".

Mark Littlewood, do centro de estudos londrino Institute of Economic Affairs, disse que a Oxfam deveria se concentrar em sugestões para elevar o crescimento. "Como uma organização 'antipobreza', a Oxfam parece estranhamente preocupada com os ricos", afirmou o diretor-geral do centro de estudos, conhecido pela defesa da economia de mercado.

Reprodução

Ben Southwood, chefe de pesquisa do Adam Smith Institute, outro centro de estudos de tendência conservadora, disse que não é o poder aquisitivo dos ricos que importa, mas o bem-estar dos pobres, que estaria aumentando a cada ano. "Todo ano somos induzidos a erro pelas estatísticas de riqueza da Oxfam. Os dados são ok - vêm do (banco) Credit Suisse - mas a interpretação não é", afirmou.

"Encontro de elite"

O evento anual em Davos, um resort de esqui na Suíça, atrai muitos líderes políticos e empresários globais. Katy Wright, chefe de assuntos globais da Oxfam, afirmou que o relatório ajuda a organização a "desafiar as elites econômicas e políticas". "Não nos iludimos e sabemos que Davos nada mais é do que um mercado de palestras para a elite mundial, mas tentamos usar esse foco", acrescentou.

O economista britânico Gerard Lyons afirmou que o foco na riqueza extrema "nem sempre mostra toda a situação" e que deveriam haver esforços para "garantir que o bolo econômico esteja crescendo". Contudo, ele disse considerar que a Oxfam está certa ao destacar companhias que podem estar alimentando a desigualdade com modelos de negócio "focados em gerar lucros cada vez maiores para donos ricos e executivos de ponta".

Wright, da Oxfam, afirmou que a desigualdade econômica está dando combustível para uma polarização na política, citando como exemplos a eleição de Donald Trump nos EUA e a saída do Reino Unido da União Europeia.

"Fatia justa"

"As pessoas estão insatisfeitas e cobrando alternativas. Sentem-se deixadas para trás porque não trabalham duro e não conseguem aproveitar o crescimento do país", disse a diretora da ONG. A Oxfam defende uma "economia mais humana", e pressiona governos a combater a evasão fiscal e os lucros excessivos de executivos, com maior taxação da riqueza.

Também reivindica que líderes empresariais paguem "uma fatia justa de impostos" e ofereçam a seus funcionários quantias superiores aos salários mínimos dos países. A ONG britânica produziu relatórios semelhantes nos últimos quatro anos. Em 2016, calculou que as 62 pessoas mais ricas do mundo detinham tanta riqueza quanto a metade mais pobre da população da Terra.

O número caiu para apenas oito neste ano porque há dados mais precisos, afirmou a Oxfam. E ainda vale a afirmação, segundo a organização, de que a riqueza acumulada pelo 1% mais abastado da população mundial equivale à riqueza dos 99% restantes.

Alguns dos bilionários da lista já doaram boa parte de suas fortunas. Em 2000, Bill Gates e sua mulher, Melinda, criaram uma fundação privada que já distribuiu mais de US$ 44 bilhões. Em 2015, Mark Zuckerberg e sua mulher, Priscilla Chan, prometeram doar 99% de sua riqueza ao longo de suas vidas, o que equivalia à época a US$ 45 bilhões.

É preciso ter renda e ativos estimados em US$ 71,6 mil (cerca de R$ 229 mil) para alcançar os 10% mais ricos do mundo, e US$ 744,3 mil (cerca de R$ 2,3 milhões) para figurar entre o 1% mais abastado. O relatório da Oxfam é baseado em dados da revista de negócios Forbese em um relatório do banco Credit Suisse sobre distribuição da riqueza global desde o ano 2000.

A pesquisa usa o valor dos ativos, principalmente bens e terras, menos dívidas, para determinar as "posses" das pessoas em questão. Os dados excluem salários e rendimentos. A metodologia foi criticada por considerar, por exemplo, que um estudante com muitas dívidas mas grande potencial de ganhos no futuro seja pobre.

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