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Com mais de 4 mil focos, Corumbá fechou ano liderando ranking de queimadas

Marcelo Fernandes em 04 de Janeiro de 2017

Corumbá fechou o ano contabilizando mais de 4 mil focos de queimada. A estatística é da Divisão de Satélites e Sistemas Ambientais do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), vinculada ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Mato Grosso do Sul teve 6.909 focos no ano passado.

Segundo o INPE, de janeiro a dezembro de 2016 a cidade contabilizou 4.018 focos de incêndios florestais. Esse total colocou o maior município pantaneiro no topo do ranking nacional. Corumbá foi a cidade que mais registrou incêndios florestais no ano passado. Porto Velho (RO) com 3.594 registros ficou em segundo lugar. Em nível estadual, atrás de Corumbá aparecem Porto Murtinho (1.130 focos) e Aquidauana com 319 registros.

Divulgação 3º GBM

Queimada na região do Amolar mobilizou força-tarefa em agosto do ano passado

Apesar da chuva na segunda e terça, nos três primeiros dias de 2017, Corumbá já teve registro de queimadas pela Divisão de Satélites do INPE. De 1º a 03 de janeiro foram seis focos na cidade. Dourados, com 7 registros, figura em primeiro lugar no país e no estado. Mato Grosso do Sul, neste começo de ano já contabilizou 22 focos de incêndios florestais.

Oito satélites são usados pelo INPE para fazer o monitoramento das áreas atingidas pelo fogo. Destes, dois são geoestacionários – ou seja, mantém uma velocidade de órbita em relação à Terra que os permite ficar acima de um ponto continuamente. Os outros seis são satélites orbitais, que ficam mais próximos do planeta.

De acordo com o Portal Brasil, o satélite Aqua, por exemplo, tem uma resolução de 1 km² de visualização por pixel de imagem. Atualmente, a espaçonave funciona como uma espécie de satélite principal. Isso porque a órbita dele é a mais constante entre os satélites usados no monitoramento. Ele faz uma volta na Terra a cada 90 minutos. Acima do País, o Aqua passa às 2h30 e às 14h30 a uma altitude de 830 km. Durante a passagem, os satélites vão se comunicando por meio de ondas de rádio – tanto entre si, quanto com antenas em pontos localizados em algumas centenas de bases no solo. Se for um satélite orbital, essa passagem pode demorar até 12 minutos para cruzar o território nacional. Após a captação, o Inpe junta e processa as cerca de 200 imagens diárias produzidas pelos equipamentos. Dentro desse processo, são descartados faixas com temperatura menor que 60º Celsius.

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