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Preocupação com o Aedes aegypti deve ser redobrada neste verão

Caline Galvão em 21 de Dezembro de 2016

Com o início do verão no Brasil, vem o período mais prolongado de chuvas na região pantaneira e a crescente preocupação com as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde, no município foram notificados este ano 28 casos de Febre Chikungunya, sendo quatro confirmados. Em Ladário, houve duas confirmações da doença. Já o Zika Vírus foi confirmado em três pessoas em Corumbá, sendo uma gestante. Com relação à dengue, foram 766 notificações também em Corumbá.

A preocupação maior do Ministério da Saúde é com o Zika Vírus, que provoca microcefalia em bebês. Desde julho, notificações de casos suspeitos da doença em todos os Estados do Brasil são obrigatórias. O ginecologista e obstetra Carlos Figueiredo afirmou ao Diário Corumbaense que de cada 10 pessoas que entram em contato com o Zika Vírus só duas terão sintomas. No entanto, ele lembrou que a microcefalia não é adquirida apenas pelo vírus transmitido pelo mosquito. “Pode acontecer de a gestante adquirir o Zika e não ter sintomas, por isso, o pré-natal deve ser bem feito. A microcefalia é uma alteração que já existe há muitos anos e há também outras formas de se contrair. Uma dessas formas que mais me preocupa em Corumbá é o alcoolismo. Tem como descobrir, durante o pré-natal, se o desenvolvimento do bebê está sendo adequado. Se a gente perceber que está apresentando microcefalia, a gente precisa detectar qual é a causa”, afirmou o médico.

O obstetra afirmou que a microcefalia quando provocada pelo Zika Vírus pode vir agregada a outros problemas, como lesão ocular e neurológica. Se for identificada a microcefalia no bebê, uma série de exames será solicitada para confirmação e para que o tratamento comece logo nos primeiros dias com estimulação precoce. O objetivo é tentar fazer com que o desenvolvimento da criança seja normal, próximo ao normal ou dentro do possível da criança.

Arquivo/Diário Corumbaense

Além dos agentes de endemias, trabalho de combate ao mosquito também conta com as forças armadas

Mas o avanço da Febre Chikungunya também tem preocupado o Ministério da Saúde. De acordo com o ministro Ricardo Barros, esse deverá ser o pior problema enfrentado pelo País neste verão. Dados mostram que a doença está presente em duas a cada cinco cidades brasileiras. No Brasil, o número de notificações da doença passou de 38,3 mil, em 2015, para 251 mil em 2016. A doença causa transtornos graves, incapacitando o paciente para o trabalho, podendo causa artrose crônica e não há tratamento específico para a doença.  

“Nós precisamos reduzir a quantidade de Aedes aegypti. Estão agora considerando como infecção tríplice a dengue, zika e chikungunya, então combater o Aedes, é combater esses três. Acho que o Brasil já melhorou muito porque se você comparar hoje com os anos 1990, vai perceber que naquela época os índices de infestações eram bem maiores. A gente está fazendo um combate razoável, as pessoas estão contribuindo, mas precisam contribuir mais pois o Brasil é um país maravilhoso para o mosquito porque é quente e chove, e ainda temos uma série de dificuldades”, afirmou o médico Carlos Figueiredo.

Como prevenir a proliferação do mosquito e doenças causadas por ele

O mosquito Aedes aegypti necessita de água parada para sobreviver. Conforme informações anteriormente repassadas pela Secretaria Municipal de Saúde, é importante que os moradores estejam atentos à higiene da sua própria casa. Lavar constantemente a vasilha de água dos cachorros e gatos, não deixar lixo acumulado no quintal, recolher objetos que possam acumular água dentro de casa, não deixar pneus e garrafas expostos à chuva são atitudes fundamentais.

Lembrar-se de limpar a calha do telhado, esvaziar a água acumulada pelo escorredor de pratos e embaixo dele, colocar terra nos pratinhos embaixo dos vasos de plantas e denunciar terrenos particulares cujos donos não fazem limpeza também é importante no combate à proliferação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e Zika Vírus.

Em caso de sintomas iniciais das doenças, como febre, dores nos olhos, articulações, manchas no corpo e vômitos, a ida ao posto de saúde é fundamental. Ingestão de muito líquido e alimentação saudável também são necessários para recuperação do organismo. Repelentes e sprays para matar mosquitos são forma de prevenção às doenças, podendo ser inclusive utilizados em residências com mulheres grávidas, conforme o obstetra Carlos Figueiredo.

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