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28 de Junho de 2017
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Cauda de dinossauro com penas preservadas é descoberta por cientista

G1/Ciência e Saúde em 09 de Dezembro de 2016

Durante uma visita a um mercado de Myitkyina, em Mianmar, chamou a atenção do cientista Lida Xing uma peça de âmbar – resina fossilizada proveniente de árvores e outros vegetais – contendo um material peculiar em seu interior.

O objeto, vendido para se tornar parte de uma joia ou ornamento, continha na verdade um pedaço de cauda de dinossauro com penas totalmente preservadas. A conclusão foi possível depois que Xing, pesquisador da Universidade de Geociências da China, convenceu o Instituto de Paleontologia Dexu a comprar a peça para que ela fosse estudada em profundidade.

Imagem: Royal Saskatchewan Museum (RSM/ R.C. McKellar)

Pedaço de cauda de dinossauro com penas totalmente preservadas

A identificação do fóssil levou à publicação de um artigo na revista especializada "Current Biology" nesta quinta-feira (8), do qual Xing é o principal autor.

"O novo material preserva uma cauda que consiste em oito vértebras de um espécime jovem; elas são envoltas por penas que estão preservadas em 3D e com detalhes microscópicos", disse Ryan McKellar, do Museu Real Saskatchewan, no Canadá.

A certeza de que se trata de um dinossauro, e não um pássaro pré-histórico, é que as vértebras não estão fundidas em uma haste. Em vez disso, a cauda é longa e flexível, com penas descendo pelos dois lados.

99 milhões de anos

Os cientistas conseguiram identificar, por meio de tomografia computadorizada e observações com microscópio, que o dinossauro em questão era um terópode que viveu há 99 milhões de anos.

Além disso, uma análise química do material, feita na região em que a cauda atinge a superfície do âmbar, revelou traços de ferro proveniente de hemoglobina também preservada na peça.

Foto: Chung-tat Cheung/Divulgação

Ilustração representa um pequeno coelurossauro se aproximando de um tronco coberto de resina em uma floresta

"Peças de âmbar preservam pequenos retratos de ecossistemas antigos, mas eles registram detalhes microscópicos, arranjos tridimensionais e tecidos que são difíceis de estudar em outro contexto", disse McKeller.

A partir desse achado, os cientistas pretendem continuar as pesquisas no local para buscar novos exemplares de plumagem e tecidos moles preservados no âmbar.

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