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21 de Agosto de 2017
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Congresso da Colômbia aprova acordo de paz com Farc e encerra guerra de 52 anos

Reuters Brasil em 01 de Dezembro de 2016

O Congresso da Colômbia aprovou um novo acordo de paz com os rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na noite de quarta-feira, apesar das objeções do ex-presidente e hoje senador Álvaro Uribe, que disse que o pacto continua sendo leniente demais com os insurgentes que combateram o governo durante 52 anos.

O acordo foi aprovado na Câmara dos Deputados por 130 a 0, um dia depois de o Senado o ratificar por 75 a 0. Os parlamentares do partido de Uribe, o Centro Democrático, abandonaram o plenário das duas Casas em protesto pouco antes do começo das votações.

A assinatura na semana passada e a ratificação parlamentar dão início a uma contagem regressiva de seis meses para as Farc, que contam com sete mil membros, abandonarem as armas e formarem um partido político.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o líder rebelde Rodrigo Londoño assinaram o pacto revisado na semana passada em uma cerimônia discreta, depois que a primeira versão do entendimento foi rejeitada em um plebiscito nacional.

Santos, que recebeu o prêmio Nobel da Paz em outubro por seus esforços de paz, quer ver o acordo implementado o mais rápido possível para manter um frágil cessar-fogo em vigor.

Os apoiadores de Uribe argumentaram que o acordo oferece concessões demais às Farc e não serve para dissuadir outros grupos envolvidos em crimes. 

"Não vamos nos esquecer do que estamos fazendo hoje, estamos tentando encerrar mais de 50 anos de guerra", disse o negociador do governo, Sergio Jaramillo.

O novo acordo para pôr fim à mais longa insurgência latino-americana foi formulado em pouco mais de um mês depois que o texto original --que permitiria que os rebeldes ocupassem cargos públicos e não cumprissem penas de prisão-- foi derrotado de forma inesperada e por uma margem pequena no referendo de 2 de outubro.

Embora o governo diga que o novo acordo inclui a maioria das propostas apresentadas por aqueles que o rejeitaram, o documento não alterou estas duas provisões essenciais. Isso revoltou grande parte da população amplamente conservadora da Colômbia, que também está furiosa por Santos ter decidido ratificar o acordo no Congresso, ao invés de convocar outro plebiscito.

Bogotá e as Farc passaram quatro anos em Havana, em Cuba, trabalhando em um entendimento para pôr fim à guerra mais duradoura da região, que matou mais de 220 mil pessoas e deslocou milhões na nação andina.

Um fim à guerra com as Farc dificilmente irá acabar com a violência na Colômbia, já que o negócio lucrativo da cocaína deu ensejo a gangues criminosas e traficantes perigosos.

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