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“É irritante”, diz moradora que não consegue mais dormir por causa de som alto

Caline Galvão em 14 de Outubro de 2016

Na praça do bairro Popular Nova, encontro de veículos com caixas de som automotivo está tirando o sossego dos moradores da região. A vizinhança reclama que não consegue mais dormir nas noites de quinta, sexta e sábado porque o som altíssimo invade as madrugadas e não são raras as vezes em que o barulho só termina na manhã do outro dia. Gritaria, bebedeira, música nas alturas e falta de respeito faz parte da diversão de clientes de uma conveniência instalada a cerca de um ano na praça.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Poluição sonora é provocada por carros com som automotivo que extrapolam os limites

Uma moradora que vive nas proximidades do local denunciou o caso ao Diário Corumbaense e afirmou não aguentar mais a situação. “A gente chega cansada do trabalho, às vezes dá plantão e quer descansar na folga, mas não consegue por causa do barulho que é insuportável”, disse. “Trabalho à noite, quando fico de folga quero descansar e não posso, é complicado no outro dia ter que acordar para trabalhar cedo. Isso é irritante”, afirmou a moradora.

Mas não é só do barulho que ela reclama. “Tem dia que não aguento o mau cheiro provocado por urina dos clientes. Eles urinam na árvore da praça, nos muros das casas, é insuportável”, afirmou. Ela conta que nas manhãs de sábado, por exemplo, tem gente que quer usar a academia ao ar livre instalada na praça, mas não consegue por causa do mau cheiro e dos bêbados que permanecem no local desde a noite do dia anterior.

“Minha filha chega cansada, mas não consegue dormir por causa do som. Aqui já teve gente baleada, esfaqueada, tiroteio, tudo já teve aqui, até morte”, relatou outra moradora. “Fora a gritaria a noite inteira por causa das mulheres que bebem, aí a gente não tem como saber se é só algazarra ou está acontecendo algo mais grave”, disse. A mulher contou que liga o ar-condicionado do quarto para tentar abafar o barulho, mas não adianta. O problema de poluição sonora começou desde que os serviços da conveniência foram iniciados na praça.

O estabelecimento comercial não tem som, mas o problema são os clientes que aparecem em carros com caixas de som automotivo. “Desde que essa conveniência inaugurou é essa algazarra”, disse a moradora. Ela denunciou também que o local se tornou ponto de usuários de drogas e a praça fica completamente suja com copos descartáveis,  guardanapos e outros objetos, incluindo bitolas de cigarros lícitos e ilícitos. A mulher contou que tentou ligar para o 190, mas ninguém atendeu. Ela pretende registrar boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil. 

A major Katiane Almeida, subcomandante do 6º Batalhão da Polícia Militar, explicou a este Diário que a instituição tem recebido muitos questionamentos quanto ao 190 e realmente foi detectado que há um problema técnico no serviço. “Não é um problema de atendimento, é um problema funcional, material, de equipamento, que algumas vezes a ligação não chega para o 190. Quanto a isso, a gente está buscando os canais regulares para sanar o problema. Estamos já buscando alternativas para trazer essa solução o mais rápido possível e não deixar a população sem a resposta e sem o serviço do 190”, disse a major.

A praça fica sempre coberta de sujeira, mau cheiro de urina e à noite ninguém consegue descansar

Ela falou também que os moradores terão a resposta que precisam com relação ao problema na praça. “A gente já está em contato com outros órgãos para podemos dar uma resposta à altura da que a população está precisando. Vamos organizar uma operação, mas não temos uma data definida. O que eu posso dizer é que essa data não está distante, a operação não está longe de ocorrer. Estamos apenas aparando umas arestas com outros órgãos que serão envolvidos na ação”, assegurou a major Katiane.

Crime de poluição sonora começa com multa de R$ 5 mil

O tenente Diego da Silva Ferreira Rosa, comandante da 2ª Companhia de Polícia Militar Ambiental de Corumbá, explicou que no caso da praça do Popular Nova, a instituição poderá ajudar.

“Neste caso, algum representante dos moradores pode entrar em contato com a PMA ou a Polícia Militar que vai encaminhar as partes até a delegacia para que o crime possa ser provado. A gente também atua de outra forma, que é mais como apoio ao 6º Batalhão da PM. Depois das ligações ou ofícios que são recebidos pelo 6º Batalhão, eles montam uma operação até o local onde está acontecendo perturbação de tranquilidade e o crime é enquadrado como poluição sonora”, explicou o comandante a este Diário.

Se os policiais conseguirem flagrar o nível sonoro acima do permitido, as partes são encaminhadas à delegacia onde será lavrado auto de infração e multa que começa por R$ 5 mil.

“A gente já começou a fazer trabalhos não só de maneira repressiva, encaminhando para a Polícia Civil  por crime de poluição sonora, mas com trabalho de prevenção. Temos ressaltado esse tipo de crime nos trabalhos de educação ambiental junto com os adolescentes. Uma forma também de a gente contribuir, é só solicitar a 2ª Companhia de Polícia Militar Ambiental e nós iremos atender”, afirmou o tenente Diego Ferreira. O telefone do quartel da PMA em Corumbá é o 3231-5201. 

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