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Corumbá, MS
24 de Abril de 2017
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Corumbá lidera ranking brasileiro de queimadas nas últimas 48 horas

Marcelo Fernandes em 18 de Setembro de 2016

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Em 48 horas, Corumbá registrou 262 focos de queimadas

Corumbá é a cidade com maior incidência de queimadas no Brasil nas últimas 48 horas. O monitoramento feito pela Divisão de Satélites e Sistemas Ambientais do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), vinculada ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), registrou 262 focos na cidade neste período. Logo depois aparece Porto Murtinho, também em Mato Grosso do Sul, com 99 registros.

Somente em setembro, Corumbá contabiliza 760 focos de incêndios florestais. Ao longo de todo ano o maior município do Pantanal sul-mato-grossense registrou 2.206 focos de queimadas. É a segunda maior incidência anual no Brasil. Porto Velho (RO) lidera esse ranking com 2.959 focos entre 1° de janeiro e 18 de setembro de 2016.

Atualmente, oito satélites são usados pelo INPE para fazer o monitoramento das áreas atingidas pelo fogo. Destes, dois são geoestacionários – ou seja, mantém uma velocidade de órbita em relação à Terra que os permite ficar acima de um ponto continuamente. Os outros seis são satélites orbitais, que ficam mais próximos do planeta.

De acordo com o Portal Brasil, o satélite Aqua, por exemplo, tem uma resolução de 1 km² de visualização por pixel de imagem. Atualmente, a espaçonave funciona como uma espécie de satélite principal. Isso porque a órbita dele é a mais constante entre os satélites usados no monitoramento. Ele faz uma volta na Terra a cada 90 minutos. Acima do País, o Aqua passa às 2h30 e às 14h30 a uma altitude de 830 km.

Durante a passagem, os satélites vão se comunicando por meio de ondas de rádio – tanto entre si, quanto com antenas em pontos localizados em algumas centenas de bases no solo. Se for um satélite orbital, essa passagem pode demorar até 12 minutos para cruzar o território nacional.

Após a captação, o Inpe junta e processa as cerca de 200 imagens diárias produzidas pelos equipamentos. Dentro desse processo, são descartados faixas com temperatura menor que 60º Celsius.

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