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Abandonado pelos proprietários, terreno no Assentamento 72 serve de lixão

Caline Galvão em 22 de Agosto de 2016

Terreno que se tornou um tipo de lixão no início da estrada do Assentamento 72 em Ladário é particular. A área, que fica próxima à região da Área de Preservação Permanente, está abandonada há mais de dez anos pelos proprietários que moram em São Paulo. Anos atrás, a empresa dona do terreno explorava o local para retirada de pedras. No entanto, com o fim do negócio em Ladário, os donos foram embora e abandonaram o terreno.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Terreno utilizado como lixão por empresas e moradores está abandonado por proprietários de antiga pedreira

Ranulfo Freitas, secretário interino de Infraestrutura e Serviços Públicos do município de Ladário, afirmou que recentemente a empresa foi notificada e caso não atenda às exigências, será multada até o final do mês. “Ela vai receber duas multas, uma do município e outra da Polícia Militar Ambiental. Deve dar em torno de dez mil reais de multa”, disse Ranulfo.

Lígia Lopes Teixeira de Santana, diretora-presidente da Fundação de Meio Ambiente de Ladário, afirmou ao Diário Corumbaense que o município realiza frequentemente educação ambiental em escolas, realiza palestras e está distribuindo panfletos específicos para cada bairro. Ela informou ainda que mesmo que o terreno em questão seja particular, o município já cercou uma vez o local com arames, mas a população destruiu a cerca e voltou a jogar lixo no local. A última ideia que tiveram foi de colocar grandes pedras na entrada do terreno para impedir a passagem de veículos e pessoas, mas a proposta não foi levada adiante.

“Eles não precisam jogar lixo ali porque temos a Unipav que faz coleta três vezes por semana e passa por toda a cidade, em todos os bairros, além da estrada da Codrasa. A Prefeitura já limpou várias vezes ali, só que é um terreno particular. A gente já localizou o dono, o terreno tem várias multas e a gente não pode ficar entrando em propriedade particular para fazer limpeza. Todo mundo na parte urbana tem sido notificado quanto a terrenos baldios sujos e com mato. O problema é que os donos desse terreno não estão aqui”, reforçou Lígia Teixeira.

Na rua Emília Alves moradores descartam lixo em terreno, mesmo com placa de proibição

Segundo ela, a maioria das pessoas que joga lixo naquele terreno vem de Corumbá. O lixo é descartado em grande quantidade por veículos que jogam restos de carcaças de gado, como é o caso de açougues; jogam materiais tecnológicos velhos como teclados, monitores, televisões, além do lixo doméstico da própria população.

“A Prefeitura já cansou de tirar lixo dali, mas logo em seguida aparecem carroceiros, empresas, açougues, a gente vê um monte de ossada. O prefeito (José Antonio) já falou para a gente registrar BO na polícia porque não temos fiscais para ficar o tempo todo ali na área. Em 2012, coloquei duas placas imensas de ‘proibido jogar lixo’, tinha o número de telefone para denúncia e o número da lei na entrada da rua Emília Alves. O pessoal tem capacidade de colocar o lixo embaixo da placa ou amarrar o lixo na madeira que sustenta a placa só para afrontar”, afirmou Lígia.

Ela contou que todos os anos a Prefeitura limpa os locais, mas a população, sem querer esperar pela coleta de lixo, descarta tudo nos terrenos. “A gente vê sofá descartado, carcaça de televisão. Para ter tudo isso de carcaça ali é empresa ou alguém que conserta televisão porque quem é que vai ter em uma casa um monte de televisão para jogar ali?”, ponderou Lígia. “Eu já peguei um furgão de Corumbá descartando todo lixo de computadores. Era carcaça de CPU, teclado, estabilizador, monitor antigo, na entrada. Parei, tirei foto da placa do carro e disse que se ele não recolhesse aquilo, eu chamaria a PMA. Ele recolheu, colocou tudo de volta no furgão e saiu”, contou.

Diretora-presidente da Fundação de Meio Ambiente afirmou que o município trabalha constantemente com educação ambiental

Segundo ela, uma empresa que trabalha com empréstimos em Corumbá descartou caixas com documentos pessoais de clientes. Pelo nome da empresa, a Fundação de Meio Ambiente chegou até o motorista que fez aquele descarte. Ela afirmou também que a Polícia Militar Ambiental tem ajudado bastante nesse serviço, pois das vezes que foi acionada, ajudou a detectar autores e multar. Os fiscais de obras do município também ajudam notificando e se for reincidente eles multam. Campanha foi realizada nos bairros Santo Antônio, Cohab e Almirante Tamandaré, onde as pessoas têm mal hábito de descartar lixo de maneira inadequada. Os folders que têm sido distribuídos são diferenciados para cada bairro, indicando o roteiro do caminhão da coleta de lixo, horários e dias que ele passa.

“Já aconteceu de um caminhão de obra particular vir jogar restos de obras na rua do João Batista, numa lateral que não tem muitas casas e sai na rua Riachuelo. Uma mulher anotou a placa do carro, ligou para mim avisando. Peguei e liguei para a PMA que ligou para o Detran que forneceu o endereço do dono do caminhão. A Fundação de Meio Ambiente ligou para o dono e mandou ele tirar o lixo, caso contrário, seria multado”, concluiu Lígia.

Imagens: Anderson Gallo/Diário Corumbaense

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Comentários:

Rubens Schlegel: Um de nossos grandes problemas nacional, é a falta de educação com o meio ambiente, de uma parcela da população. Falta fiscalização forte, com aplicação de multas severas e que realmente serão cobradas. As prefeituras deveriam de disponibilizar caçambas fixas, lugares para descarte e posterior utilização de restos de construção. Lugares específicos para descarte de material tecnológico. Mas o grande problema mesmo é a falta de educação do povo, pois vejo que alguns não tem paciência de levar um simples papel de bala ou chocolate até uma lixeira próxima.

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