Menu

Fale Conosco Expediente

Corumbá, MS
22 de Julho de 2017
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
 

Com proibição da pesca, empresários aproveitam temporada para reformar embarcações

Caline Galvão em 09 de Novembro de 2015

Fotos: Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Na época da Piracema, é realizada toda a manutenção das embarcações

Com o início da piracema no dia 05 de novembro, o turismo de pesca na região pantaneira fecha até o final de fevereiro e as empresas aproveitam para realizar manutenção completa nas embarcações. São quatro meses sem atividade lucrativa no ramo, mas alguns empresários já estão se organizando para promover eventos e passeios, a fim de não perder dinheiro no período.

Guilherme Rolon contou ao Diário Corumbaense que o barco-hotel que ele gerencia começará a viajar no período do “pesque e solte”, depois do dia 15 de fevereiro. Ele explicou que a embarcação não trabalha mais apenas com turismo de pesca, que tem se adaptado e se apegado a outras oportunidades.

“A partir do fechamento para a pesca, o barco começa a fazer passeios e eventos, já tem marcada viagem para o Réveillon, tudo dentro de uma programação. Lógico que nós vamos ter um período para o barco entrar em reforma, verificar toda a manutenção, principalmente porque neste ano viajamos muito, tivemos muitas viagens de pesca, vai ter em torno de 50 dias para a reforma do barco. A gente já fez uma programação inteira para atender os clientes e realizar a manutenção”, explicou Guilherme.

A empresária Raquel Amaral afirmou que durante a piracema é realizada toda a manutenção do seu barco-hotel, a fim de prepará-lo para a nova temporada. “Desde manutenção mecânica até a parte de reposição, solda, peças, tudo é checado e feito. A parte de pintura, tudo é revisado”, afirmou Raquel que estava com a embarcação atracada no Porto Limoeiro já realizando reformas.

Ela pontuou que mesmo sem o turismo de pesca, este não é um período ruim para os negócios. “Com relação à piracema, é um período necessário para a reprodução dos peixes, é uma época em que a pesca realmente tem que ser cessada, mas a gente aproveita  para fazer a manutenção necessária e a tripulação descansa”, disse.

Quanto ao turismo contemplativo, Raquel Amaral afirmou que sua empresa já detectou essa oportunidade de mercado e por ser um ramo que envolve muitos gastos, deve ser bem estudado. “O Pantanal está aí, a gente tem uma natureza exuberante, vai passar a ser mais explorado, mas realmente tem que ser bem programado, principalmente essa parte de barco-hotel que é bem dispendiosa, até para deslocamento”, disse.

“O turismo contemplativo não vai ser barato porque envolve muita coisa, inclusive combustível para deslocamento da embarcação, mas, com certeza, é um novo filão do mercado e que estamos já nos preparando para entrar na próxima temporada e que com certeza será um segmento muito forte aqui em Corumbá”, completou Raquel a este Diário.

São quatro meses dedicados às vistorias necessárias para a próxima temporada

Para Joice Carla Santana Marques, a crise financeira que afetou o Brasil dificulta essa temporada de piracema. “Esse é um período que não tem a possibilidade de ganho, então, uma empresa que trabalha oito meses, mas que tem que sobreviver em 12, enfrenta dificuldades como qualquer empresa hoje no Brasil. A gente não trabalha oito meses, a gente tem a possibilidade de trabalhar oito meses e só trabalha esse período quem tem vendas. Com o país em crise, o turismo de pesca é o último objeto de desejo que a pessoa tem”, comentou.

Joice afirmou que a embarcação passa por reformas e há sete vistorias da Marinha e uma delas é tirar o barco, colocar ele no seco, limpar, reformar o casco e pintar. “As vistorias que a gente enfrenta no final do ano são muito longas, então três meses é pouco pela manutenção que a gente faz porque quando a gente entra na temporada, precisa estar com os barcos sem problema nenhum, com o máximo de organização possível para que não quebrem no meio da temporada porque se quebrar é prejuízo. São quatro meses destinados à reforma”, disse a empresária.

Proibição vai até 28 de fevereiro

No Mato Grosso do Sul, está proibida a captura de peixes em toda a bacia hidrográfica do rio Paraguai, incluindo seus afluentes, lagos, lagoas marginais, reservatórios e demais coleções de água sob domínio da União e dos Estados. Essa proibição vai de 05 de novembro até o dia 28 de fevereiro de 2016, quando termina o período de reprodução dos peixes.

A lei 9.605/98 prevê prisão de um a três anos aos autuados por pesca predatória, enquanto o Decreto Federal 6514/2008, que regulamenta a parte administrativa desta Lei, prevê multas de R$ 700 a R$ 100 mil e mais R$ 20  por quilo do pescado irregular. Na Bacia do rio Paraguai será permitida somente a pesca de subsistência para o morador ribeirinho. A pesca de subsistência é para manutenção da vida, ou seja, para pessoas que dependem da proteína do peixe para sobreviver. Podem capturar 3 kg, ou um exemplar de pescado, não podendo comercializar de forma alguma. Permite-se ainda a pesca científica, devidamente autorizada pelo órgão ambiental.

Ações e Compartilhamento
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE