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Corumbá, MS
19 de Agosto de 2018
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Companhias de dança de MS decidem não participar do Festival de Inverno de Bonito

Lado B/Campo Grande News em 20 de Julho de 2018

Divulgação/Facebook

Artistas e diretores do Colegiado Setorial de Dança de MS

A Ginga Companhia de Dança que foi aprovada como titular para se apresentar no Festival de Inverno de Bonito e a Cia do Mato Dança Contemporânea, junto com o artista da dança Ralfer Campagna, entregaram ofício à Secretaria de Cultura e Cidadania e Fundação de Cultura do Estado, se negando a participar do festival em apoio ao movimento SOSDANÇAMS. Na carta, os artistas  justificam que a atitude é por não terem ações efetivas e de planejamento por parte do estado que beneficiem a classe e depois de várias reivindicações feitas pelo colegiado de dança que também não foram atendidas.

Em junho deste ano o mesmo colegiado produziu um vídeo e postou nas redes sociais questionando o governo do estado, segundo eles, sobre a falta de planejamento dos gastos destinados a cultura.

"Se temos vários projetos que estão sendo executados há anos e que foi uma conquista da classe e de repente são extintos e nós enquanto artistas não sabemos como o dinheiro está sendo gasto, ficamos de mãos atadas e o que podemos fazer são ações para chamar atenção da população para se unirem a nós em nossa luta", diz Marcos Matos que faz parte da diretoria executiva do Colegiado de Dança.

O fato de não participar do Festival é uma ação das duas companhias de dança e do artista Raufer Campagan, em apoio ao colegiado. "Nossa não participação no festival foi um escolha que tivemos que tomar por não estar de acordo com essas atitudes por parte do governo do estado. Entendemos que a cultura precisa ser valorizada e participar estaríamos nos sujeitando a ficar no descaso mais uma vez", diz Raufer.

Os artistas sul-mato-grossenses questionam e citam projetos culturais que estão parados desde 2015. Entre eles, estão o Prêmio Célio Adolfo de Incentivo à Dança, que não é lançado há três anos e lembram que o Teatro Aracy Balabanian está fechado há quase quatro anos. Também não há verbas do FIC (Fundo de Investimentos Culturais) e apresentações do Projeto Cena Som, que segundo eles favorecia mais de 50 espetáculos.

A luta dos artistas é antiga, em 2017, por exemplo, a classe fez uma carta manifesto e moção de repúdio por terem participado da Semana da Dança em abril, sem receber. “Se nós cumprimos a lei quando participamos dos editais e prestamos contas de tudo que gastamos com o dinheiro, por que a Secretaria também não cumpre, por exemplo, o Conselho Estadual de Cultura é lei e ainda não foi implementado”, reclama Marcos da executiva do Colegiado.

O colegiado também cobra transparência por parte da Secretaria. “Muitas pessoas da própria população criticam nosso trabalho e isso precisa ser desmistificado, somos formadores de opinião, entre nós a maioria é de pessoas graduadas, mestrandas ou até doutores, nosso ideal é conseguir alinhar educação e cultura para que todos sejam beneficiados. Queremos e temos direito de saber como está sendo aplicado o dinheiro que é destinado à classe”, questiona o grupo.

Segundo membros do Colegiado de Dança da Capital, vários ofícios foram encaminhados à secretaria para que haja diálogo e prestação de contas, porém, nem sempre são atendidos. “Sessenta contratos foram apresentados para mais de 30 coreografias e 8 espetáculos na 10ª edição da Semana pra Dança (realizada em 2016), mas estão parados na secretaria e isso não progride”, diz.

O secretário de Cultura e Cidadania do Estado, Atayde Nery, afirma que o festival vai acontecer de qualquer forma e reconhece que ainda há contratos da Semana da Dança em atraso." Temos R$ 11.320 em contratos em atraso, isso em relação a Semana da Dança, mas não podemos fazer o pagamento imediatamente. Me comprometo em resolver essa pendência essa semana", informa.

Atayde diz também que continua à disposição dos artistas para dialogar. "Vamos pedir uma nova reunião para discutir sobre uma posição efetiva, e quero diante disso chegar a um consenso do que se pode ser feito para que ninguém se sinta prejudicado", finaliza. 

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