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Corumbá, MS
19 de Agosto de 2018
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Responsáveis por incêndios urbanos podem ser multados em R$ 5 mil

Ricardo Albertoni em 19 de Julho de 2018

Arquivo Diário/Anderson Gallo

A maioria dos incêndios na área urbana são causados por práticas culturais dos próprios moradores

Perto do período considerado crítico - agosto e setembro - em que os riscos de incêndio em vegetação tanto na área urbana como rural de Corumbá aumentam devido ao longo período sem chuvas de nível considerável e a baixa umidade relativa do ar, o Corpo de Bombeiros de Corumbá começa a registrar número maior de ocorrências relacionadas a queimadas.

Os incêndios urbanos que causam acúmulo da fumaça sobre a cidade e provocam uma série de problemas principalmente respiratórios, muitas vezes são causados por práticas culturais dos próprios moradores. Com o aumento de casos somente nestes vinte primeiros dias do mês e baseado em números de anos anteriores, se não houver conscientização por parte da população, a tendência é que a situação se agrave.

Reprodução/INPE

Mapa classifica como alto e crítico risco de fogo nas áreas de Mato Grosso do Sul e grande parte do maior município territorial do estado

Segundo dados do 3º Grupamento de Bombeiros Militar de Corumbá, somente este mês já foram registrados 21 atendimentos dessa natureza. Em 2017, foram atendidos 205 ocorrências de incêndio, a maior parte no segundo semestre do ano.

O 3º GBM também trabalha na contenção de incêndios em áreas florestais. Na última semana, os militares precisaram de quase quatro horas, dois caminhões de água e equipe de campo com uso de equipamentos de combate ao fogo para apagar um incêndio de grande proporção às margens de uma rodovia, próximo a um aeródromo rural.

A grande dificuldade dos bombeiros na maioria das vezes é  controlar as chamas rapidamente, impedindo que o fogo se alastre e atinja outras áreas. O tempo e a vegetação secos acabam contribuindo para que pequenos focos se tornem em um curto período, se não forem combatidos, grandes incêndios.

Já na área urbana, no sábado (15) cerca de dois mil litros de água foram necessários para controlar o fogo que atingiu extensa área de vegetação no bairro Popular Velha, próximo ao hospital da Cassems. A preocupação das equipes era de que as chamas se alastrassem e atingissem a área de um parque urbano e também o terreno da ferrovia onde estavam vários vagões. Em média, os militares atendem pelo menos uma ocorrência de incêndio em vegetação diariamente.

Divulgação/Bombeiros

O 3º GBM também trabalha na contenção de incêndios em áreas florestais

Apesar de Corumbá ainda não figurar entre os municípios com maior número de focos de queimadas segundo o INPE (Instituto de Pesquisas Espaciais), mapa que apresenta risco de fogo observado nas últimas 24 horas classifica o possibilidade de incêndio como alta e crítica nas áreas de Mato Grosso do Sul e grande parte do maior município territorial do estado.

Denúncias

Na maioria das situações, o fogo é causado por uma prática cultural da região, a de queimar o lixo. Geralmente, moradores aproveitam o fim da tarde para atear fogo em pequenos montes de lixo ou restos de vegetação e devido à facilidade de propagação que o clima e condições de terreno oferecem, o fogo acaba saindo do controle.

Existe dificuldade de identificar as pessoas que provocam os incêndios nas áreas urbanas e rurais e principalmente flagrá-los praticando a atividade criminosa, entretanto, a Polícia Militar Ambiental explica que fotos e vídeos podem ser usados para identificar e punir os responsáveis.

“O interessante é que a pessoa faça alguns registros como foto. Se for em área rural autuamos por um artigo específico que tem na legislação. A infração administrativa fica em torno de R$ 1.000 por hectare. Se for em área urbana caracterizamos como poluição, assim como a poluição sonora que temos autuado. O valor mínimo da multa é de R$ 5 mil”, explicou ao Diário Corumbaense o comandante da PMA, capitão Diego Ferreira, que ressaltou que as fiscalizações tanto na área rural quanto urbana receberam um reforço tecnológico.

“O Ministério Público Estadual é um forte aliado da PMA no estado inteiro e recentemente recebemos doações, como drones que auxiliarão nosso trabalho, inclusive no combate às queimadas ilegais”, finalizou o comandante da PMA. A Polícia Ambiental disponibiliza o telefone 3231-5201 para denúncias.

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