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Corumbá, MS
18 de Julho de 2018
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Projeto Funec Sub-13 prepara atletas para representar Corumbá em competições

Ricardo Albertoni em 03 de Julho de 2018

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

As aulas acontecem às segundas, quartas e sextas, das 16h às 18h no campo do Complexo Poliesportivo

Sob coordenação do ex-integrante da comissão técnica do Corumbaense por várias temporadas, o professor de educação física Osvaldo Júnior, cerca de 25 atletas até 13 anos selecionados com o auxílio de profissionais da área como os professores Diego Zeta, Chiquinho Neto e o preparador de goleiros Valdinei Cáceres, recebem treinamento para representar Corumbá em competições.

O Projeto Funec Sub-13 faz parte do programa Geração Olímpica da Prefeitura de Corumbá, que tem o objetivo de promover a integração sócio-educacional dos estudantes da rede pública de ensino através das práticas desportivas.

Apesar de existir a possibilidade de uma equipe já ser formada para a disputa do Estadual Sub-13 ainda este ano, o projeto idealizado pelo professor Osvaldo Júnior, com aulas às segundas, quartas e sextas, das 16h às 18h no campo do Complexo Poliesportivo, tem foco na preparação dos atletas para as próximas categorias, principalmente, uma das mais importantes atualmente, a Sub-19, disputa que dá vaga para a principal competição de base do futebol nacional, a Copinha.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

O coordenador do projeto é o ex-integrante da comissão técnica do Corumbaense, professor de educação física Osvaldo Júnior

“A ideia é plantar uma semente. O Corumbaense inclusive já nos procurou - Fundação de Esportes - para fazer uma parceria. Na verdade o Sub-13 é a base de tudo, se aqui você conseguir filtrar vai chegar no Sub-15 e mais pra frente ter uma coisa mais organizada. A gente procura trabalhar não só a parte de fundamento, mas a parte tática, de posicionamento porque no Sub-13 essas informações já fazem diferença. Se o menino não tiver essas noções de posicionamento dentro de campo já começa a perder espaço. Lá na frente, no Sub-19, com certeza o treinador terá bem menos trabalho com esse atleta que recebeu essa informação desde cedo”, explicou Osvaldo ao Diário Corumbaense.

Nesse processo de lapidação existe análise individual das características dos jogadores. O professor ressalta que apesar de muitos preferirem as posições mais próximas do gol, são as características físicas e técnicas que na maioria das vezes determinam onde o atleta pode ser mais útil ao time.

“Não ensinamos somente a questão tática, é aquilo que cada posição tem sua exigência, procuramos analisar as características: um atleta de muita velocidade podemos encaixá-lo como um extremo aberto, ou mesmo um lateral. Todos querem ser atacantes, mas a gente procura observar onde aquele atleta será mais útil e que ele comece a se aperfeiçoar dentro das características físicas e técnicas. Fazemos algumas experimentações e nessa idade eles são sempre bem receptivos”, contou.

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

O atleta Gabriel Afonso Tiaen Silvino se "encontrou" na posição de volante

Uma das promessas do projeto é o atleta Gabriel Afonso Tiaen Silvino, de 13 anos. Ele veio do salão e é um exemplo de que se trabalha de acordo com suas características, há grande possibilidade de que o atleta desenvolva todo o potencial se tornando peça fundamental dentro de um time.

“O Gabriel é um atleta que veio da escola Barão do Rio Branco, indicado pelo professor Dory. Vimos que é um volante, tem característica boa, sai para o jogo mesmo, para a idade tem um porte físico legal para a função que executa, o pai apoia. Se você não der essas ferramentas para que eles possam desenvolver fica difícil”, observou Osvaldo.

“O atacante não existe sem o armador. Eu escolhi ser volante, é uma característica minha. No futsal eu já tinha bastante visão de jogo, ajudo na marcação, prefiro ficar na distribuição. Receber esse tipo de informação ainda na nossa formação ajuda na evolução no que é muito importante, a parte tática”, afirmou o jogador que conta com apoio do pai, o contabilista Jeferson Silvino.

“É um sonho dele desde pequeno e ele está comigo em todo lugar, sempre estou incentivando para tentar realizar esse sonho. Acho que esse conhecimento desde cedo é importante, aprender a bater na bola desde cedo, trabalhar domínio, visão de jogo, é fundamental para que o atleta evolua”, disse a este Diário.

O projeto não é aberto para inscrições e atualmente o grupo de treinamento está fechado. De acordo com o treinador, os participantes são observados exclusivamente durante competições e convidados para participar dos trabalhos à medida em que surgem novas vagas no grupo.

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