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21 de Julho de 2018
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Bélgica leva susto, mas despacha Japão no último lance e será adversária do Brasil

Globoesporte.com em 02 de Julho de 2018

Sergio Perez/Reuters

Fellaini deixou sua marca

De todos os jogos de oitavas de final, o que parecia ter maior disparidade técnica era Bélgica x Japão - o duelo entre a "poderosa geração belga", dona da melhor campanha na primeira fase da Copa do Mundo, contra o Japão, que se classificou com apenas quatro pontos, superando Senegal no Grupo H por conta do número de cartõesa amarelos.

A partida em Rostov, porém, foi dramática. E a classificação dos belgas veio de virada, no fim da partida, por 3 a 2 - o Japão chegou a abrir 2 a 0 no início do segundo tempo, mas acabou cedendo ao jogo físico da Bélgica. Haraguchi e Inui fizeram os gols japoneses no início do segundo tempo. Vertonghen, Fellaini e Chadli (nos acréscimos) viraram para os belgas, que serão os adversários do Brasil nas quartas de final, na próxima sexta-feira, 06 de julho, às 15h (horário de Brasília) em Kazan.

Primeiro tempo

A Bélgica não encontrou a facilidade que muitos esperavam. Foi melhor, sim, é verdade. Mas não tão superior, pelo menos não durante toda a etapa inicial. O Japão mostrou recurso, alternando seu estilo de marcação - ora lá em cima, sem deixar os belgas saírem com a bola, ora se fechando em seu campo de defesa, buscando o contra-ataque. Faltou, porém, qualidade aos homens de frente do Japão. Já os belgas não conseguiram uma situação clara de gol, apesar da pressão. As bolas que chegaram a Lukaku vinham mascadas, nunca limpas. Das dez tentativas de finalização da Bélgica, quatro foram travadas e só duas no alvo - nenhuma para a rede.

Segundo tempo

Com dois gols em seis minutos, o Japão surpreendeu a Bélgica. No primeiro, Vertonghen falhou, e Haraguchi apareceu livre na área para chutar cruzado, sem chance para Courtois. No segundo, ninguém marcou Inui, e o meia japonês acertou um petardo de fora da área. A Bélgica entrou em parafuso. O técnico Roberto Martínez tirou os habilidosos Mertens e Chadli para colocar Fellaini e Chadli. A mensagem era clara: tentar algo no jogo áereo. Deu certo. Primeiro aos 23, com Vertonghen, de forma improvável - ele tentou cabecear para o centro da área e a bola acabou entrando; depois aos 28, com o próprio Fellaini, de cabeça, aproveitando cruzamento de Hazard. O gol salvador veio nos acréscimos, com Chadli, aproveitando contra-ataque (depois de Honda quase fazer o terceiro gol japonês de falta). 

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