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Corumbá, MS
19 de Agosto de 2018
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Exposição em Corumbá reúne costumes e tradições dos pantaneiros

Lívia Gaertner em 03 de Maio de 2018

Fotos: Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Em réplica de casa de pantaneiro, crianças têm contato com a simplicidade de quem vive longe da cidade

A água esquentando para fazer o café, o rádio ligado no mais tradicional programa de recados entre a cidade e o campo, a rede, um pilão e, claro, a imagem de santos que protegem o homem durante a rotina puxada no Pantanal.

Esses são alguns elementos da ambientação preparada para a exposição “Festas Pantaneiras” iniciada na quarta-feira, 02 de maio, na Estação Natureza Pantanal, em Corumbá, onde visitantes, além de conhecimentos sobre a fauna e flora pantaneiras encontrados na exposição permanente, podem conhecer mais sobre a vida e os costumes do homem que vive num dos mais importantes biomas da terra.

O jeito simples de viver do pantaneiro com seus costumes e tradições inspirou a exposição que ficará aberta ao público até o dia 06 de julho, conforme contou ao Diário Corumbaense, o educado ambiental Anderson Sales. “Nesse espaço tentamos retratar um pouco de tudo: quarto, sala, cozinha, até porque é praticamente assim mesmo, dentro de um único espaço, que muitos deles vivem. A réplica dessa casa pantaneira, não de um fazendeiro, mas do homem simples mesmo, foi a forma que achamos para atrair de imediato a atenção de quem chega”, disse.

Músicas como o chamamé e o cururu são apresentadas aos visitantes

Após passar pela casa pantaneira, os visitantes seguem para uma sala ornamentada com fotos e bandeirinhas coloridas, ornamento característico de muitas festas da região. Nesse espaço é que o mundo se amplia para muitos visitantes, principalmente para os jovens estudantes como Maria Cecília Correia Queiroz, 07 anos, que apesar de ser corumbaense, não tinha a dimensão dessa interação do homem pantaneiro com as festas dedicadas a santos como São Sebastião e São Judas Tadeu.

“Eu nunca tinha ouvido falar das festas e o que mais me chamou atenção foram as músicas, o cururu e o siriri. Eu já tinha ouvido falar de alguns santos como Nossa Senhora Aparecida, mas não sabia que tinha festas como as que nos mostraram aqui”, comentou.

Já seu colega de sala, João Marcelo Cunha Borges, de 08 anos de idade, tinha uma vaga ideia do tema da exposição, porém confessou que, após conhecer mais, saiu todo empolgado da visita. “Eu já tinha ouvido e participado de festas juninas. Achei legal a forma que eles fazem os instrumentos. Vi a viola de cocho. É legal porque dá vontade da gente participar, dançar, cantar”, afirmou.

Estímulo ao ensino

Os dois entrevistados são alunos da professora regente Crisley Monteiro Olarte, da 3ª série B da escola municipal Delcídio do Amaral. Ela contou a este Diário que a exposição é um grande estímulo ao conteúdo aplicado em sala de aula. “É muito importante porque por vezes as escolas não têm recursos para montar um equipamento desses de forma que mostre aos alunos o conteúdo de um jeito atrativo. Eles ficam encantados com tudo”, disse a professora ao avaliar que é muito mais fácil sensibilizar os estudantes com uma experiência oportunizada pela exposição.

“Festas Pantaneiras” é a segunda exposição temporária este ano promovida pela Estação Natureza Pantanal. Desta vez, há parceria com a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT).

“Iniciativas como essa são importantes porque resgatam a cultura e os costumes pantaneiros. Muitas pessoas têm a ideia errada do pantaneiro como um grande fazendeiro, mas na verdade são pessoas que se assemelham com o sertanejo, com características simples e peculiares”, analisou a coordenadora da Estação Natureza Pantanal, Thaís Machado.

Serviço: Os horários de visitação são de segundas às sextas-feiras, das 09h às 11h20 e das 14h às 17h20. O valor da entrada inteira é R$ 3,00, com possibilidade de meia-entrada. Já moradores da região pagam apenas R$ 1,00. A Estação Natureza Pantanal está localizada na Ladeira José Bonifácio, 150 – Centro.

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