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17 de Junho de 2018
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Governo estuda ampliar carga horária de PMs e convocar os de folga

Campo Grande News em 24 de Abril de 2018

A Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) estuda uma maneira de convocar policiais militares de folga para suprir o deficit no efetivo de Mato Grosso do Sul. O pedido de ampliação na carga horária dos policiais partiu do Comando Geral da Corporação, que hoje trabalha com cerca de 6 mil militares em todo do Estado.

Marina Pacheco/CG News

Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira

Durante cerimônia de entrega da Medalha Tiradentes, que aconteceu na manhã desta terça-feira (24) no Centro de Eventos Albano Franco, em Campo Grande, o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, explicou que a “nova” escala de plantão foi um pedido do comando da Polícia Militar, como solução paliativa para a falta de policiais nas ruas e agora está sendo estudada pela secretaria.

Segundo o coronel Waldir Ribeiro Acosta, comandante da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), hoje o estado trabalha com um deficit de pelo menos 3 mil militares. Para amenizar o problema, o Governo do Estado já autorizou concurso público - que esse ano deve preencher 450 vagas para soldados e oficiais. “A intenção é liberar cerca de 500 vagas por ano, até suprir a falta de policiais no Estado”.

Enquanto isso, no entanto, o comando tenta a liberação para que policiais possam trabalhar nos dias de folga. Segundo Videira, os militares cumprem uma carga horário de 24 horas para folgarem 72. Com a convocação aprovada, eles teriam que trabalhar em dias e horários pré-determinados. “Isso aconteceria em horários críticos e não 12 horas seguidas, por exemplo”, defende o secretário.

O impasse no entanto, é o aumento na folha de pagamento para o Estado. À reportagem, o secretário explicou que os gastos de Mato Grosso do Sul estão no limite da lei de responsabilidade fiscal - que determina o controle dos gastos do estados conforme à capacidade de arrecadação de tributos - e a medida ultrapassaria o valor.

Por isso, confirme Videira, o estudo feito pela secretaria visa analisar a convocação dos policiais e também a melhor maneira de se fazer isso. Para a ACS (Associação e Centro Social dos Policiais Militares e Bombeiros Militares de Mato Grosso do Sul), a medida é insustentável.

“Nossos policiais têm uma escala apertada, uma demanda muito grande de serviço, em todas as áreas que eles trabalham e por isso nos posicionamos contra”, reforçou o presidente da associação, o cabo Mario Sérgio Flores do Couto.

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