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Corumbá, MS
25 de Maio de 2018
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Transferência de chefes de facção desencadeou motim em quatro presídios de MS

Campo Grande News em 19 de Abril de 2018

Transferência de seis integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) (Penitenciária Estadual de Dourados), entre eles Antônio Marcos dos Anjos, 29 anos, conhecido como “Daleste”, foi o motivo de tumulto registrado ontem (dia 18) em penitenciárias de quatro municípios do Estado.

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Fachada da Penitenciária Estadual de Dourados, maior presídio do Estado

Conforme apurado, a operação pente-fino que ocorreu ontem na PED (Penitenciária Estadual do Estado) não foi aleatória. O objetivo era transferir os presos que seriam lideranças da facção criminosa. Até então, os internos não sabiam da transferência, mas quando tomaram conhecimento deram jeito de informar, utilizando telefones celulares, os presos de outras penitenciárias.

Em represália, detentos dos presídios de Três Lagoas, Campo Grande e Dois Irmãos do Buriti fizeram protestos. Camas de concretos foram quebradas na PED. Cinco portas foram arrancadas na penitenciária de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho, na Capital. Também houve bateção de grades no Presídio de Trânsito. Em Três Lagoas, durante a manifestação, um detento machucou a mão e precisou ser socorrido.

Segundo o presidente do Sinsap (Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária), André Luiz Santiago, essas ações devem ser realizadas, também, nas penitenciárias onde ocorreram o tumulto para coibir grupos de facções que querem mostrar o poder de organização. “O Estado deve responder com enfrentamentos em todas as unidades penitenciárias”, afirma.

Questionada sobre a situação, a Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), por meio da assessoria de imprensa, informou que não comenta sobre transferência de presos.

Objetos encontrados

Drogas, celulares, chips, armas artesanais e barras de ferro foram apreendidos na PED durante a ação. Em menos de um mês dois detentos foram encontrados enforcados na penitenciária mais superlotada do Estado com 2.295 internos.

Daleste, apontado como líder do PCC em MS, responde a processos por crimes contra o sistema nacional de armas e associação para a produção, tráfico e condutas afins. 

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