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Corumbá, MS
17 de Julho de 2018
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Secretário diz que reajuste vai custar R$ 9,5 milhões por mês para o governo

Campo Grande News em 10 de Abril de 2018

André Bittar/ Arquivo CG News

Secretário de Administração e Desburocratização, Carlos Alberto Assis

O reajuste salarial dos 75 mil servidores de Mato Grosso do Sul vai custar R$ 9,5 milhões por mês, de acordo com o secretário de Administração e Desburocratização, Carlos Alberto Assis. A folha com o valor bruto do funcionalismo é de R$ 460 milhões mensais.

O acréscimo de 3,04% foi aprovado na Assembleia Legislativa semana passada em regime de urgência. Os administrativos da Educação não concordaram com este índice e, em assembleia na sexta-feira (dia 06), decidiram entrar em greve a partir de hoje (10).

Conforme Assis, o adicional estava dentro do que o Executivo estadual poderia conceder este ano. O acréscimo nos salários valerá já a partir da folha de pagamento de abril (que será paga em maio) e representa a correção da inflação dos últimos 12 meses.

Na edição do Diário Oficial do Estado desta segunda, o governo também sancionou o adicional de função dos servidores da carreira Fiscalização e Gestão de Atividades de Trânsito do Detran (Departamento Estadual de Trânsito).

Além disso, foi divulgada a concessão temporária de acréscimo no auxílio alimentação dos técnicos administrativos da Uems (Universidade Estadual de MS), no valor de R$ 400. Ainda de acordo com o secretário, são ao menos 6 mil profissionais contemplados com a medida.

Abono

O Legislativo estadual também aprovou, semana passada, uma emenda que prevê a incorporação do abono salarial de R$ 200 nos salários dos funcionários a partir de março de 2019.

A incorporação do abono foi tentada ainda para este ano no projeto que aprovou o reajuste salarial de 3,04%, mas havia passado. Depois de negociações entre governo e servidores, foi enviada nova proposta, prevendo a mudança no ano que vem. Com o abono incorporado, o funcionalismo tem outros ganhos, pois as vantagens passam a ser calculadas sobre um valor base maior.

A pressa para aprovar os projetos foi por causa dos prazos legais estabelecidos para anos eleitorais. Reajuste e benefícios a servidores só podem ser concedidos 180 dias – seis meses – antes da eleição.

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