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Corumbá, MS
17 de Junho de 2018
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Apesar de greve nacional, agência dos Correios em Corumbá funciona normalmente

Lívia Gaertner em 12 de Março de 2018

Apesar de deflagrada nacionalmente, a Greve do Correios não está atingindo a unidade de Corumbá, que funciona normalmente nesta segunda-feira, 12 de março. Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT), a paralisação é motivada principalmente por mudanças no plano de saúde dos funcionários que envolvem a retirada de cobertura de pais, cônjuges e filhos e a cobrança de mensalidades.

Silvana Moraes/Diário Corumbaense

Em Corumbá, agência está operando normalmente para atendimento ao cliente

“Além disso, o benefício poderá ser reajustado conforme a idade, chegando a mensalidades acima de R$ 900",, informou a Fentect, em nota, ressaltando que o salário médio dos trabalhadores dos Correios é de R$ 1,6 mil, “o pior salário entre empresas públicas e estatais”.

O início da greve coincide com o julgamento sobre o plano de saúde dos trabalhadores no Tribunal Superior do Trabalho (TST), também marcado para hoje, referente à última negociação salarial.

Segundo a Fentect, a mobilização nacional da categoria foi aprovada em assembleias dos sindicatos. Entre outras reivindicações, os trabalhadores são contra as alterações no Plano de Cargos, Carreiras e Salários; a terceirização na área de tratamento; a privatização da estatal; a suspensão das férias dos trabalhadores; a extinção do diferencial de mercado e a redução do salário da área administrativa.

Além disso, entre as demandas da categoria estão a contratação de novos funcionários por meio de concurso público, a segurança nos Correios e o fim dos planos de demissão.

A federação também é contra a extinção e terceirização do cargo de operador de triagem e transbordo, “importante para o movimento do fluxo postal interno”. “Para piorar a situação, a empresa também anunciou o fechamento de mais de 2.500 agências próprias, por todo o Brasil”, diz a nota da Fentect.

Para a categoria, o “desmonte” promovido pela gestão dos Correios tende a prejudicar ainda mais os serviços à população. “A Fentect esclarece que alguns argumentos repassados transmitem uma visão enganosa da realidade na estatal. Por exemplo, quanto ao monopólio dos Correios, que, hoje, corresponde apenas a cartas, malote e telegrama. O segmento de encomendas, como o Sedex, entretanto, sempre foi concorrencial”, informou.

Quanto ao reajuste dos preços dos serviços da estatal, a federação discorda de aumentos abusivos nos valores. “Já em relação ao argumento da ECT para esse reajuste, a respeito da segurança dos trabalhadores, a Fentect esclarece que não há nenhum benefício pago ao trabalhador por esse motivo, bem como nenhum adicional”.

Em nota à imprensa, os Correios escancaram as dificuldades crescentes enfrentadas pela empresa. “A forma de custeio do plano de saúde dos Correios segue, agora, para julgamento pelo TST. A empresa aguarda uma decisão conclusiva por parte daquele tribunal para tomar as medidas necessárias, mas ressalta que já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos.”

Entre 2013 e 2017, teve prejuízos superiores a 6 bilhões de reais. Ano passado o governo chegou a sinalizar uma privatização ou abertura de capital da companhia, mas o plano ficou na gaveta como todo o pacote de concessões e privatizações do governo.

Os Correios não fazem concurso desde 2011, e realizaram sucessivos programas de demissões para reduzir custos. Faltam funcionários em muitas áreas. A empresa, por exemplo, nunca respondeu nenhuma das 45.000 reclamações feita contra ela no site Reclame Aqui. Com informações da Agência Brasil e da revista Exame.

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