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Corumbá, MS
20 de Outubro de 2017
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Frio deve permanecer até o fim de semana; alguns lojistas faturam com venda de agasalhos

Camila Cavalcante em 01 de Junho de 2017

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Apesar do sol, muita gente não arrisca sair de casa sem o agasalho

Os pantaneiros tiraram de vez os casacos, as botas, as toucas e os cachecóis do guarda-roupas desde que as temperaturas começaram a baixar em Corumbá. De acordo com o site Climatempo, o ar polar intenso está se espalhando pelo Centro-Oeste do Brasil e os primeiros dias de junho serão de queda brusca nas temperaturas. O frio mais intenso será sentido em Mato Grosso do Sul, no centro-sul e oeste de Mato Grosso e no sul de Goiás. Muitas áreas de Mato Grosso do Sul poderão ter temperatura mínima abaixo dos 10°C. Em Corumbá, na madrugada desta quarta-feira, a temperatura mínima registrada na madrugada foi 12ºC.

Pantaneiro que se preze não é muito “amigo” do frio.  Corumbaense “corre duro” das baixas temperaturas, do vento e da neblina que acabam ocorrendo nesta época do ano. A dona Sandra Nascimento, 55 anos, autônoma, vende chipas e café na esquina da rua Delamare e Frei Mariano. Ela tem ido trabalhar às 07 horas da manhã com duas calças, duas meias e um cobertor.

Noemi está fechando o brechó e colocou peças em promoção

“Corumbá tem esses extremos: muito frio no inverno e sensação de estarmos em chamas no verão. Há seis anos trabalho neste ponto vendendo chipas e salgados e é sempre assim no período de frio. Para que eu possa trabalhar, primeiro só com muita coragem, pois vir para cá às 07 horas da manhã, ficar no tempo, não é fácil. Depois, tenho que colocar duas calças, meias, botas, três a quatro casacos, além do edredom. Entre uma venda e outra, sento na cadeira e aguardo o próximo cliente”, contou à reportagem do Diário  Corumbaense.

A empresária Noemi Bachega lucrou com a chegada das baixas temperaturas essa semana. Ela está fechando o seu brechó na rua 13 de Junho e colocou peças a preços promocionais de R$ 5,00, o que também ajudou quem procurava calças e casacos com extrema urgência.

“Há alguns dias coloquei todas as peças que havia em minha loja a preços promocionais. Estou encerrando as atividades de meu brechó e coloquei preço entre R$ 5,00 e R$ 15,00. Nestes dias de frio, vendi muitas peças, posso calcular umas 20 calças jeans e umas 30 blusas de frio. Foi um lucro para mim, pois consegui vender as peças que estavam paradas e foi lucro para os clientes, pois quem  precisava urgente de casacos e não tinha condições de comprar um novo, aproveitou”, frisou Noemi.

Lucelena foi comprar roupas de frio para a filha de três anos

O frio que chegou nesta semana acabou ofuscando as vendas de Dia dos Namorados, esperadas por muitos lojistas neste início de junho. Algumas lojas que arriscaram colocar coraçõezinhos, fotos de casais, balões, acabaram é optando por vestirem os manequins com peças pesadas: conjuntos de moletons,  cachecóis, luvas e tênis. Modelitos “nada românticos”.

A professora Lucelena Gregório, 35 anos, estava em uma loja enfeitada para o Dia dos Namorados, mas a compra era para a filha de três anos. “Época de frio é um desespero para os pais. Os conjuntos de moletons que adquirimos em um ano já não servem no outro, ou já estão gastos. Sempre uso o recurso de comprar peças com tamanho um pouco maior para minha filha, mas não tem jeito, gasto com peças novas a cada inverno”, disse a professora a este Diário.

A previsão, de acordo com o Climatempo, é que as temperaturas comecem a subir no sábado (03). A sexta-feira (02) poderá alcançar mínima de 13º e máxima de 24º. Já no domingo (04), a máxima prevista é de 33 graus Celsius.

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