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Corumbá, MS
23 de Abril de 2017
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Presidente do TJD/MS manda instaurar investigação para apurar conduta de procurador

Rosana Nunes e Ricardo Albertoni em 19 de Abril de 2017

Despacho da presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de Mato Grosso do Sul, Celina de Mello e Dantas Guimarães, divulgado no final da tarde de terça-feira (18), recebeu o pedido de instauração de procedimento investigatório de arguição de suspeição e impedimento e determinou a abertura de procedimento administrativo para apurar a conduta do procurador do TJD/MS, Thiago Monteiro Yatros.

A decisão atende a recurso impetrado pelo Corumbaense Futebol Clube, contra decisão do TJD/MS da última quinta-feira (13) que determinou o arquivamento dos pedidos de afastamento do Operário do Campeonato Estadual de 2017. As denúncias sobre escalação irregular do meia-atacante Eduardo Arroz em dois jogos da primeira fase da competição, no mês de fevereiro, protocolados pelo Comercial, Corumbaense e Urso de Mundo Novo, foram arquivadas pelo procurador Thiago Monteiro Yatos por considerar “prescrita qualquer pretensão punitiva” ao clube de Campo Grande, com base no Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que prevê 60 dias de prazo para apresentação de denúncias em casos dessa natureza.

O jogador Eduardo Arroz atuou de maneira irregular pelo Operário nas vitórias de 4 a 0 diante do União/ABC, dia 01 de fevereiro, e 3 a 1 diante do Novo, quatro dias depois. Ele foi expulso de campo quando defendia o Sete de Setembro, de Dourados, pelo Estadual de 2016. Julgado quando a competição já havia terminado, Arroz pegou três jogos de suspensão. Como havia cumprido a automática na competição do ano passado, ele deveria cumprir os outros dois jogos no Estadual 2017.

O presidente do Corumbaense, Luiz Bosco Delgado defende o argumento de que a punição não prescreve e deveria ter sido cumprida. “Não podemos ser prejudicados por uma lei que vale para um e não vale para outro que é o caso. Não vamos deixar passar batido, mesmo porque a questão não é brigar por causa de perda ou ganho de jogo e sim pelo que é justo. Se a lei foi aplicada para o Corumbaense por que não foi aplicada para o jogador que continua ainda insistindo em jogar, não cumprir a punição? A pena não prescreve, a pena é permanente. Queremos que a Justiça veja aquilo que é certo e julgue da forma correta”, explicou o presidente ao Diário Corumbaense na segunda-feira (17) ao lembrar que o Carijó da Avenida também teve dois jogadores na mesma situação, que cumpriram suspensão no começo do campeonato deste ano.

No recurso, o Corumbaense questiona a imparcialidade do procurador Thiago Monteiro Yatos, que segundo notícias veiculadas pela imprensa de Mato Grosso do Sul, é sócio do assessor jurídico do Operário em escritório na Capital, e, portanto, não poderia julgar o caso por "conflito de interesse".

A presidente do TJD/MS acolheu o pedido de suspensão preventiva do investigado por 30 dias, mas não apreciou o pedido de suspensão da decisão do procurador que beneficiou o Operário alegando que tal análise não lhe compete.

Celina Guimarães designou os auditores Eliezer Carvalho, Marcos Borges Ortega e Ramon Aniz Brizuena para compor a comissão investigativa  que tem prazo de trinta dias para apresentar relatório conclusivo.

O Corumbaense perdeu na tarde de domingo (16), a primeira partida da semifinal contra o Operário. O gol da vitória do time da Capital foi marcado justamente por Eduardo Arroz, pivô de toda a polêmica. Bosco ressaltou que a ação não tem ligação com o que aconteceu dentro de campo. “Quero que as pessoas entendam que, independente do jogo que perdemos, nós temos o direito de reivindicar o que é certo”, finalizou o presidente Bosco Delgado. Pela tabela da Federação de Futebol, o jogo de volta, é no domingo (23), às 15h, no Morenão.

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Comentários:

Elton do Valle: Choveu no molhado.....que vergonha!!!! Agora resta ao Carijó dar a resposta na bola....pra ciMa deles Galoooooo.....Corumbaense 3 x 0 FFMS.

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