Corumbá, 09 de Setembro de 2010 Direção Geral: Rosana Nunes MTB 064/MS
Por: Midiamax em 21 de Julho de 2010
Quadrilha presa na terça-feira pela Polícia Federal durante a operação Jaguar, cobrava dos turistas caçadores ao menos US$ 1,5 mil, algo em torno de R$ 2,6 mil, por cada onça abatida em fazendas situadas na região pantaneira de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e ainda no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná. A soma fixada por animal morto não incluía o transporte, que às vezes exigia deslocamentos feitos por avião. A investigação da PF que motivou a operação Jaguar e que contou com a participação dos servidores do Ibama e das policiais dos três estados, imposta nos estados, teve início há pelo menos um ano em Corumbá (MS), na fronteira com a Bolívia. Na investida policial, foram detidos seis turistas que se preparavam para um safári em uma propriedade particular, em Sinop (MT), entre os quais quatro argentinos, um paraguaio e um policial militar de Mato Grosso. Da quadrilha, foram presas quatro pessoas. O dentista Eliseu Augusto Sicoli, líder da quadrilha, e Marco Antônio Moraes de Melo, que era um dos guias dos caçadores, foram presos junto com o grupo de turistas em Sinop, as outras duas prisões de membros da quadrilha ocorreram em Miranda. Ainda faltam três membros serem presos, dentre eles, Tonho da Onça, pai de Marco Melo, e um especialista em caça de felinos. Segundo a PF, ele prestava serviços a um programa do Ibama conhecido como Pró-Carnívoro, setor do órgão criado justamente para preservar as onças. Assim Tonho é citado no comunicado da PF que narra detalhes da operação Jaguar: “O Caçador de Onça [Tonho], que em algumas ocasiões auxiliou o Ibama, se diz 'regenerado da fama de maior caçador de onças do Brasil, convertido agora a trabalhar pela preservação da espécie'”. Tonho auxiliava os turistas na caça às onças. Já Eliseu Augusto Sicoli, líder da quadrilha, tinha a missão em Cascavel (PR) de atrair os turistas, negociar os valores por telefone e segui-los até as fazendas onde viviam as espécies. Em depoimento à PF, ele disse que somente no ano passado, participou de safáris que resultaram na matança de 29 onças das espécies pintada e parda. Ação da quadrilha De acordo com a PF, os turistas atraídos pela caça predatória ingressavam no Pantanal por meio de aviões e equipamentos com modernas e sofisticadas armas. Ainda segundo a PF, a quadrilha fazia registros fotográficos dos abates e destruía as carcaças. No ataque às onças, os caçadores recorriam aos fazendeiros que emprestavam seus cães acostumados a farejar os animais. Da fazenda, o bicho era levado para Curitiba, onde mora um membro da quadrilha, especialista em taxidermia, função que empalha os animais. A PF não descarta a possibilidade de o grupo ter participado de safáris na África, introduzindo no Brasil, peles e partes de animais caçados naquele continente, inclusive no tráfico de marfim, cuja comercialização é proibida internacionalmente. Pena Os membros da quadrilha serão indiciados por Lei de Crimes Ambientais e por porte de arma de fogo, cujas penas somadas podem resultar em sete anos de prisão. Fonte: Diário Corumbaense (www.diarionline.com.br).
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