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Corumbá, MS
22 de Fevereiro de 2018
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Presença de grupo de haitianos em Corumbá desencadeou operação da Polícia Federal

Ricardo Albertoni em 09 de Fevereiro de 2018

Anderson Gallo / Diário Corumbaense

Haitianos estavam em Corumbá desde 29 de janeiro e foram ajudados pela Pastoral da Mobilidade Humana

O grupo de 35 haitianos, entre homens e mulheres que estavam instalados em um salão improvisado como abrigo disponibilizado pela Pastoral da Mobilidade Humana, já saíram do local. Os estrangeiros que disseram que seus pertences haviam sido apreendidos pelo setor de Imigração da Bolívia quando cruzavam a fronteira com Corumbá, no Brasil, estava recebendo auxílio da Pastoral desde o dia 29 de janeiro.

Durante este período em que os haitianos estiveram abrigados, a Pastoral contou com auxílio de doações da população. Ao Diário Corumbaense, o padre Marco Antônio Alves Ribeiro, responsável pela Pastoral da Mobilidade Humana e da Pastoral Scalabriniana de Fronteira, confirmou que o grupo não está mais no local e agradeceu a solidariedade da população.

“Na quinta-feira eu estava fora e agora já não tem mais ninguém. Eles foram atendidos na quarta e quinta e em seguida devem ter tomado o destino deles, já que estavam buscando a legalização da entrada no Brasil. Queria agradecer a população por ter sido solícita ao nosso pedido. As pessoas foram bem solidárias no acolhimento a eles que estavam naquela situação. Agora não existe mais aquela situação emergencial. Mas, a Pastoral trabalha o ano inteiro e estamos abertos a receber doações para outros tipos de situação, como pessoas carentes e outros estrangeiros que passam por aqui. Para isso, é só procurar a Pastoral da Mobilidade Humana, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na Vinte e Um de Setembro 2.405”, explicou o padre a este Diário.

Ocorre que a assessoria da Polícia Federal emitiu nota nesta sexta-feira (09) informando que a situação dos estrangeiros desencadeou a “Operação Koyote”, com o objetivo de combater atuação de indivíduos que promovem imigração ilegal utilizando Corumbá como meio de entrada no Brasil.

Após tomar conhecimento da presença dos estrangeiros no País, a PF os localizou e deu início à realização dos trâmites imigratórios em razão do ingresso no território nacional. A atuação policial possibilitou o levantamento sobre a atuação de organização criminosa que cobrava de US$ 800 (cerca de 2.600 reais) a US$ 1.000 (pouco mais de 3.300 reais) por pessoa para promover clandestinamente o ingresso em território nacional após passagem por Chile e Bolívia.

Três mandados de prisão preventiva foram obtidos pela PF, após a identificação de indivíduos participantes da associação criminosa. Os delitos estão sendo investigados em inquérito policial instaurado na Delegacia de Polícia Federal em Corumbá. Os membros da organização poderão ser indiciados por associação criminosa e promoção de imigração ilegal. Este último delito foi uma alteração legislativa em relação ao crime de introdução clandestina de estrangeiro, anteriormente previsto no Estatuto do Estrangeiro, tendo a alteração aumentado a pena para a prática dos chamados “coiotes”, os quais se favorecem da situação de vulnerabilidade de estrangeiros para obter benefícios financeiros, a pretexto de possibilitar sua entrada no País.

Todos os haitianos foram notificados pelo ingresso ilegal no país e têm 60 dias para a regularização no Brasil ou deixar o país espontaneamente. A assessoria da Polícia Federal não deu mais detalhes sobre o caso.

Operação Koyote

O nome da operação é uma referência a atividade dos criminosos, popularmente conhecidos como “coiotes”, sendo que no idioma crioulo, falado predominantemente no Haiti, o vernáculo é escrito “Koyote”.

 

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